Estudantes Universitários de Ipirá continuam expostos ao perigo

Será que o poder público vai esperar acontecer uma tragédia, para tomar providências, além de ferir às normas e regras de trânsito e desumano viajar nessas condições.

O transporte universitário foi implantado em 2013.2 uma árdua luta dos estudantes que após muito dialogo sensibilizaram o poder municipal QUE NÃO POSSUI NENHUMA OBRIGATORIEDADE COM O ENSINO SUPERIOR.

À época era usado um ônibus da saúde, que por vida quebrava devido ao uso intenso das demandas da saúde e do uso dos universitários. Por diversas vezes o ônibus abastecido e no pátio da prefeitura deixou de viajar por não ter motorista, haja vista que ninguém queria ter jornada dupla sem a devida compensação. (Mais que justo) então os estudantes passaram a cotizar contribuição para não faltar motorista.

Logo veio a lei federal autorizando o uso do ônibus caminho da escola [… “Desde que não haja prejuízo às finalidades do apoio concedido pela União, os veículos, além do uso na área rural, poderão ser utilizados para o transporte de estudantes da zona urbana e da educação superior, conforme regulamentação a ser expedida pelos Estados, Distrito Federal e Municípios”…]

Resumo, além da legalidade do uso dos veículos do caminho da escola, isso abriu as portas para que o serviço fosse ampliado. Então em 2014.1 fora alcançado o segundo veículo e assim ampliado o número de vagas, oportunidade que eu e muitos colegas passamos a fazer uso deste transporte.

Em 2015.2 o então prefeito Ademildo nos convocou para que tudo fosse formalizado, que criássemos uma associação de forma que tudo passasse para o estrito campo da legalidade, com a associação, a prefeitura passaria a disponibilizar quantos ônibus fossem necessários com os motoristas e os alunos via convenio poder público e associação arcaria com o combustível. E assim os presentes algo em torno de 50% dos beneficiários concordaram e por convite do prefeito pela experiência como consultor do SEBRAE em associativismo passei a fazer parte da comissão que iria atuar nesse processo de adequação.

Uma semana depois fomos surpreendidos, pela doença e afastamento do prefeito e por acefalia de política. Aqueles que por convite do poder executivo estariam para ajudar foram indiciados por “organização criminosa” e até hoje não se sabe no que deu essa ação com objetivo de ganhar visibilidade e angaria votos dos universitários.

2016.1 com o retorno do prefeito, conseguimos o 3° veículo e então fora criada uma comissão com representantes de cada instituição para retomar o processo de adequação do transporte, apesentado a lei que regularia o transporte esta comissão atuou para que a mesma não fosse tão severa com os beneficiários, e então conseguimos após vários e longos encontros com o jurídico do executivo e legislativo, e os vereadores aprovar a lei 644/2016 pode não ter sido perfeita, mas avançamos e hoje temos uma lei que regula o transporte (até onde sei é a única cidade que está dentro da legalidade)

Com todos os erros que alguns apontam para a lei, o poder executivo foi muito feliz, em criar na lei uma comissão que deve atuar em todo o processo de organização do transporte, esta comissão não tem hierarquia. É uma comissão paritária, onde representantes da secretaria de educação, poder legislativo, conselho municipal de educação, pais e alunos em condições de igualdade dentro da realidade conseguiram juntos encontrar o caminho.

Me recordo bem de como fora conduzido todo o processo, muitos encontros para conseguir colocar todos no transporte. Várias atualizações cadastrais foram realizadas pois, a cada momento identificávamos uma nova necessidade para adequar 147 alunos em 116 vagas. E conseguimos.

Enquanto lutávamos para a adequação dentro da realidade foi elaborado o regimento interno para complementar a previsão da lei 644/16, no entanto não tivemos tempo de revisar todos os pontos e votar o regimento.

Tudo dentro do diálogo e da respeitabilidade, foi assim que sempre avançamos.

Uma singela opinião, é que possamos promover um novo recomeço. Precisamos voltar ao ponto de partida, com representantes de cada instituição, entender e convergir direitos e obrigações de cada beneficiário do transporte. Que possamos de forma madura transmitir nossos anseios e dos futuros beneficiários para nossos representantes, restabelecer a comissão gestora do transporte sem ser usado como massa de manobra política e mesquinha.

Sem a devida organização interna, não vamos avançar e muito menos conquistar nada. “Precisamos atuar no causar e não no resultado. ”

Passamos por uma fatalidade é fato. No entanto precisamos de forma madura vencer esta e as demais adversidades que estão por vir.

Potencializar o caos, não vai nos ajudar, muito pelo contrário, vai nos assustar, assustar aqueles que nos querem bem sem nenhum efeito prático verdadeiramente para nós.

Juntos não somos mais fortes, organizados somos sim mais fortes.

“Eu me organizando posso desorganizar, eu desorganizando posso me organizar? ” (Chico Science)

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