Jogadora de futebol feminino natural de Ipirá ganha biografia

Jogando na Vila Belmiro, a jogadora ipiraense, Maria Dias, conquista título de campeã paulista de futebol feminino defendendo o time de Rio Preto-SP. A final do campeonato foi realizada na tarde deste sábado (07/10), e o time do Rio Preto ganhou de virada a equipe do Santos pelo placar de 3 a 1 em plena Vila Belmiro.

Aos 29 dias do mês de junho do ano de 1995 na cidade de Ipirá/BA, nasceu Maria São Pedro Dias de Jesus, filha da senhora Analice Araújo Dias e do senhor Juscelino Silva de Jesus, uma família muito humilde, composta por 10 filhos, sendo eles: Crispim, Crispiniano, Cristiane, José Carlos, Juliana, Juscelino, Raquel, Rosimeire, Santiago e Maria. Na infância, a franzina menina não queria saber de bonecas, coisa tão comum de meninas da sua idade, de nenhuma outra brincadeira, mas ao ver uma bola, era aquela alegria e, a partir dos 7 anos de idade Maria começou a jogar bola com alguns irmãos e já dava sinais de que a bola, era a sua companheira, visto que, já demonstrava pequenas habilidades com a mesma.

Contudo, Maria precisava explorar e colocar em prática seu lado futebolístico, foi aí que surgiu o Projeto Dançar à Vida em 2005, sendo este o maior incentivador do início de sua carreira vitoriosa. Porém, o presente projeto não oferecia essa modalidade de recreação, então percebendo que Maria estava se destacando nas peladas das ruas do Ipirazinho, a direção do Projeto Dançar à Vida resolveu idealizar e colocar em prática a modalidade futebol feminino como uma atividade. Essa foi a chance que Maria esperava e logo mostrou qual a sua verdadeira vocação, jogar futebol. Durante este período ela foi desviada diversas vezes para o trabalho infantil, mas a equipe do Projeto Dançar à Vida foi bastante contundente e não permitiu que a mesma desistisse, enfrentando ainda o preconceito de que menina não joga bola, onde surgiu a necessidade de fazer um trabalho de conscientização com as famílias, de mostrar a importância e os benefícios do esporte.

Não demorou muito, nossa Maria começou a se destacar e para a sua surpresa, algumas pessoas se interessaram em abraçar essa causa, já que, Maria era sinônimo de sucesso. Jurandy Costa, um dos grandes incentivadores da garota, contou com o apoio dos colaboradores do Projeto Dançar à Vida, do Padre Marcos e de outras pessoas que contribuíram direta ou indiretamente para Maria chegar onde chegou. Procurou apoio de todas as formas, entrou em contato com Mário de São Francisco do Conde na Bahia, com intuito de mostrar as habilidades e desempenho da menina para todos. Após várias investidas, faz alguns testes, mas, logo na primeira tentativa não foi aprovada, pois era franzina e os dirigentes acreditavam que Maria não teria condições físicas para jogar no referido Clube, mas ela não desistiu. No entanto, Maria sabia o que queria e foi atrás do seu sonho. Na segunda tentativa, a garota não decepcionou, em 2013 passou no teste do Clube São Francisco do Conde e foi em seguida mostrar seu belo futebol para a nossa Bahia e demais estados, sendo em 2014 a artilheira do Campeonato Baiano e revelação, em 2015 artilheira da Copa Red Ball, várias vezes campeã do Campeonato Baiano. Em janeiro de 2017 recebeu a proposta para o Clube Rio Preto, em São Paulo e assim, nossa Maria, passou a mostrar suas habilidades no futebol para todo o país, disputou o Campeonato Paulista de Futebol Feminino, onde foi campeã. Maria fala inglês, conheceu todo o país através do esporte, está trabalhando para jogar na Seleção Brasileira ou algum time nos Estados Unidos, pretende cursar faculdade em Educação Física, para no futuro quem sabe retornar para a Ipirá e montar uma escolinha de futebol feminino. ha

Do Caboronga Notícias com informações da professora Evanice Colonnezi