Petrobras divulga quanto cobra pela gasolina e pelo diesel nas refinarias

A Petrobras passou a divulgar o valor em reais da gasolina e do diesel nas refinarias. A ideia é deixar claro para o consumidor como é formado o preço cobrado nas bombas. O valor que a Petrobras cobra na porta da refinaria agora está no site da empresa.

Ontem (19), por exemplo, estava escrito que, com o reajuste que entrará em vigor nesta terça-feira (20), o preço médio do litro da gasolina, sem tributos, comercializado pela Petrobras será de R$ 1,51 e o do litro do diesel será de R$ 1,73. Mas daí até chegar aos postos, quanta diferença.

Com a divulgação do valor cobrado pelos combustíveis nas refinarias, a Petrobras quer mostrar qual é a parte dela no aumento dos preços. De acordo com a empresa, de outubro para cá, por exemplo, o preço da gasolina nas refinarias subiu R$ 0,09. Enquanto isso, nesse mesmo período, o preço da gasolina nos postos, para os motoristas subiu R$ 0,54, ou seja, seis vezes mais.

O consumidor tem razão. De todos os itens que compõem o preço da gasolina, os impostos têm o maior peso no valor final. Os impostos estaduais e federais representam em média 45% do preço da gasolina na bomba.

O governo federal entrou com uma representação no Cade, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, para investigar uma possível combinação entre postos de gasolina, que estariam mantendo os preços elevados.

O Sindicato de Donos de Postos do Rio nega a existência de cartel. “O mercado de combustíveis é um mercado de preços livres. O consumidor brasileiro tem muitas opções. A cada quilômetro, ele encontra um posto de combustíveis”, diz Cida Schneider, presidente do Sindicado dos Donos de Postos do Rio de Janeiro.

Para Alfredo Renault, especialista em petróleo da PUC-RJ, a decisão da Petrobras pode ajudar o consumidor a entender o salto dos preços, mas não resolve o problema dos abusos.

“É, agora ficou mais transparente. Nós temos não só o preço que sai da Petrobras, carga tributária, custo de distribuição e a margem do posto de gasolina. E obviamente nós sabemos que em alguns lugares este mercado tem desvios de relevância, que são questões vinculadas à defesa do consumidor e não ao setor de combustíveis”, explicou.

Fonte: Site do Jornal Nacional