Cadeirante se revolta com a falta de acessibilidade no Terminal Rodoviário de Ipirá

O cadeirante Valdenor Silva, postou nas redes sociais um vídeo onde ele mostra a falta de respeito ao direito de ir e vir no Terminal Rodoviário de Ipirá, onde segundo ele não há uma rampa de acesso dos guichês para a plataforma de embarque.

No vídeo o cadeirante cobra o cumprimento do estatuto da pessoa com Deficiência Física que exige condições de acessibilidade para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
Como se não bastasse, a falta de respeito às pessoas com deficiência e mesmo cadeirantes, os sanitários estão do lado oposto da plataforma de embarque e o cadeirante para ter acesso, terá que rastejar ou atravessar pelo outro lado da rua.

O cadeirante também protesta no vídeo contra a falte de condições de embarque nos ônibus interestaduais que não possuem elevadores e os passageiros deficientes tem em muitos dos casos que contar com a solidariedade dos outros passageiros para conseguir embarcar no veículo.

O Terminal Rodoviário de Ipirá, for construído no ano de 1981 e até então, nunca passou por qualquer tipo de adequação, a não ser um corre mão que foi instalado no meio da escadaria de acesso dos guichês ao terminal de embarque de passageiros.

Art. 3º do Estatuto da Pessoa com Deficiência Física, em seu inciso 1 diz que para fins de aplicação desta Lei, consideram-se:
I – Acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida.

Esta falta de respeito se estende por vários pontos da cidade, onde a Prefeitura de Ipirá não fiscaliza as construções que cada vez mais dificultam a locomoção de pessoas com deficiência física, principalmente cadeirantes. Rampas assombrosas são construídas nos passeios públicos para satisfazer seus moradores e os cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzidas e idosos, são obrigados a disputar com veículos um espaço no calçamento avariado da cidade.

Como se não bastasse as rampas, outros obstáculos também são colocados nos passeios públicos por comerciantes e camelôs, sem qualquer tipo de fiscalização por parte da prefeitura.

Veja vídeo aqui.

As pessoas com deficiência querem e necessitam não é de piedade ou ajuda. Eles querem, que sejam respeitados os direitos adquiridos através do Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Por Caboronga Notícias

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