Acusado relata detalhes do assassinato de Bruna: ‘Tentei dominar e vi que ela estava morta’



O acusado de matar a adolescente Bruna Santana Mendes, 16 anos, que foi encontrada morta no dia 21 de fevereiro dentro de um saco em um terreno baldio, no bairro Jardim Cruzeiro, após ter desaparecido ao sair do shopping Boulevard, relatou detalhes do crime. Gilma Dantas dos Santos, 41 anos, foi preso na madrugada desta terça (19) e disse que não tinha a intenção de matar a jovem, que ia estuprá-la e depois deixá-la ir.

 

“Eu não estuprei a Bruna. Na hora que eu tentei dominar, vi que ela estava morta. Não era minha intenção. Minha intenção era só usá-la”, afirmou. O acusado contou ainda como atraiu a jovem até o interior da casa dele.

“Eu estava na garagem, ela veio andando pelo passeio e pediu informações se eu sabia sobre o tio dela. Eu falei que não sabia, pois não conhecia ninguém na rua. Ela contou que estava no shopping e que tinha se perdido. Eu estava com o celular na mão e ela pediu para mandar uma mensagem. Emprestei o aparelho, mas ela não conseguiu. Perguntei se ela queria entrar pra ver se a internet funcionava. Ela entrou e aconteceu”, relatou.

“Dentro de casa, coloquei a mão no pescoço dela e ela foi ficando sem ar. Coloquei um pano na boca dela e esperei ela ter reação, mas ela não voltou. Eu já tinha tirado a roupa dela e vesti novamente, coloquei o corpo no saco e tirei da minha casa”, continuou.

Para tirar o corpo da residência, Gilma usou um saco e um carro de mão. Ele relatou que chegou a encontrar algumas pessoas na rua, mas como trabalha com reciclagem, ninguém desconfiou.

“Trabalho com reciclagem e colocava o material dentro dos sacos. No próprio domingo à noite eu coloquei o corpo no lixo. Da minha casa até o local dá cerca de um quilômetro de distância. Eu saí pelo fundo, onde tinha pouco movimento. Depois voltei pra casa. Na segunda soube que a família e a polícia estavam procurando a garota, mas eu não ia me entregar”, afirmou.

O acusado responde por dois casos de estupro em Conceição do Jacuípe. Ao Acorda Cidade, ele disse que não gosta de estuprar mulheres e que não sabe o que acontece quando ele pratica esses atos, já que convive com uma mulher.

“Não sei o que acontece. Fiquei preso um mês e sete dias quando foi uma tentativa de estupro e no caso do estupro qualificado fiquei dois anos no presídio de Feira e depois três anos em Salvador”, disse.

Exames periciais

O coordenador do Departamento de Polícia Técnica (DPT), Danilo Celson, falou sobre o trabalho de investigação e as provas periciais. Ele destacou o empenho da polícia, que trabalhou em equipe, e explicou por que os resultados dos exames de DNA demoram a ficar prontos.

“O delegado Fabrício encaminhou os suspeitos, coletamos o material genético deles e encaminhamos junto com as unhas da vítima, onde foram comparados os materiais e verificou-se a presença do material do Gilma na unha da vítima. A gente está lidando com exame de DNA de vestígios. É um trabalho delicado, complexo. Observe a quantidade de suspeitos e não tinha como o resultado ser rápido. Precisou de cuidado e rigor. Foram diversos exames, colhemos diversos vestígios como cabelos, tecidos, fizemos perícia em veículos, verificamos uma possível gravidez. Houve todo um trabalho até que conseguimos comprovar a autoria desse crime”, afirmou.

Com informações do repórter Aldo Matos do Acorda Cidade

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