Ipirá: É de rosca (41)

Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a do prefeito Marcelão.
Capítulo 41 (mês de outubro 2017)(atraso de 6 meses) (um por mês)

O prefeito Marcelão estava emocionado com a vitória da seleção brasileira na fase classificatória e não deixou por menos: “Vou realizar a maior comemoração pela conquista do hexa que essa terra já viu!”

O jogo das Oitavas de Finais será contra o México, não era bem o que o prefeito Marcelão queria, porque sua preferência era ter pela frente (7a1), aquele famoso esquadrão alemão, mas, desde quando, eles ficaram com medo do troco e preferiram sair da copa, que venha o México.

– Sei não! Se fosse essa tale de (7a1) o Brasil ia espremer o mocotó – observou a secretária do lar do prefeito Marcelão.

– Eu respeito sua opinião, Ninha, minha secretaria do lar! Agora observe o que tem que ser observado, a seleção (7a1) ia sendo eliminada na segunda partida, escapou com um gol no último minuto, ficou dependendo de um só gol e da vitória contra a Coréia do Sul, não conseguiu, paciência, já foi tarde!

– Prefeito Marcelão! Eu não sou entendedora desse negócio de chutá bola, mas que essa tale de (7a1) com o título de campeão era mais perigosa do que esse rebanho de rebutalho que vem pela frente.

– Ôh, Ninha, minha secretária do lar! Deixa eu te explicar: eu não vou desfazer da Alemanha de jeito nenhum; eu não vou dizer que esse time da Alemanha não serve nem para participar do campeonato ipiraense, isso não, de forma alguma; agora, esse futebol-totó jogado pela Alemanha não se classifica nem no campeonato de Totó, organizado no bar do Frogoió, lá atrás da Caboronga. Que venha los mexicanos, nosso primeiro megaevento será o cantor pop star Michael Jackson e pode espalhar por aí que, Michael Jackson vai estar em Ipirá se o Brasil vencer o México – falou entusiasticamente o prefeito Marcelão.

A secretaria do lar tomou aquele susto, sentiu uma tremura nas pernas, o suor tomou conta do corpo; na barriga, a triparia se enrolou pelo bucho. Não tinha jeito, tinha que perguntar e perguntou:

– Ô, seu prefeito Marcelão! Esse tale desse home qui V. Exa., acabou de mencionar, num já é defunto? Pelo que eu sei ele já pirulitou desse mundo já faz tempo, hoje, ele deve ta lá pelas banda do Céu, se um home desse, com tanto dinheiro, não tiver lá pelo Céu, eu já nem sei prá que serve tanto dinheiro.

O prefeito Marcelão fechou a cara, tirou qualquer vestígio de sorriso do rosto e foi dizendo:

– É verdade, ninguém nessa cidade acredita mais no que eu digo! VOCÊ, NINHA, minha secretária do lar, não disse nada quando a macacada trouxe aquela banda Canários do Reino falsificada para tocar o São João. Não era nem uma xérox, era uma banda do Paraguai; uma banda genérica da pior qualidade; uma banda peba, uma trapaça para embromar todo o povo de Ipirá. VOCÊ, morando aqui em minha casa, não disse nada, agora, o prefeito Marcelão é que não pode ter uma ideia boa para trazer turista para essa terra, que já vem todo mundo sentando a ripa, até dentro da minha casa. Vamos deixar de conversa e vamos ao que interessa, traga o gato para ele apontar quem vai vencer, se é Brasil ou México e, aproveitando a viagem traga também aquele redém de novilha abatida em Feira de Santana, que só você sabe fazer.

O escudo do Brasil em um lado, o escudo do México do outro e o gato no meio. “Quem vai vencer?” perguntou o prefeito Marcelão, o gato olhou para o escudo do México. “Meu gato, mais lindo desse mundo, quem vai vencer? Indagou o prefeito, o gato colocou a pata no distintivo mexicano. “Gato miserável, filho de uma jumenta com burro, quem vai vencer? O gato colocou duas patas no México. “Ôh, sua desgraça, diga logo quem vai vencer, ou você vai vê o espeto em que você vai entrar? O gato grunhiu, fez careta e saltou em cima do escudo mexicano. O prefeito Marcelão perdeu o juízo:

– Leva essa desgraça para o Matadouro de Ipirá e faz um bocado de churrasquinho de gato pra gente comer na vitória contra o México.

Dez carros baixaram no matadouro, os seguranças saltaram dispostos a cumprir a ordem do prefeito. O gato estava dentro de um saco e pendurado. Um segurança, com um porrete na mão, foi logo dizendo:

– A gente vai matar esse gato aí dentro.

– Aqui dentro, ninguém vai matar bicho nenhum – disse o Matadouro de Ipirá.

– Como? A gente vai matar esse gato e é aí dentro; quem manda aqui é o prefeito Marcelão e ele mandou e o gato vai morrer.

– Aqui dentro, nem Satanás saindo dos inferno mata um bicho aqui dentro. São mais de 25 anos sem matar um bicho e não é hoje que isso vai acontecer.

– Essa desgraça desse gato vai ser morto é aí dentro e vai sê é agora e não tem istrupico nenhum que impeça esse cabrunco ser morto aí dentro.

– Nesse Matadouro de Ipirá, ainda não nasceu um homem, seja ele abençoado por Deus ou que tenha parte com o diabo, que faça esse Matadouro de Ipirá funcionar, aqui nessa por.. (plim plim), não vai abater desgraça de gato, nem boi, nem vaca, nem o custipio do raio que o parta mata bicho aqui dentro.

Suspense: Veja que situação: A novelinha tá de correria, quer chegar à janeiro 19 sem nenhum capítulo em atraso. Um matadouro querendo ser obra e um prefeito querendo não ter problema! Onde vai parar uma desgraça dessa? O que é que eu tenho a ver com o desentendimento do prefeito Marcelão com o matadouro? A novelinha chegou ao mês outubro de 2017 agora e o prefeito Marcelão já está fazendo Festa para a COPA 2018, e até agora nada.

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. Inaugurou! Acabou, imediatamente! Agora, o artista é o prefeito Marcelão, que foi grande divulgador da novelinha É de ROSCA pela FM.

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.

Por Agildo Barreto