Trabalhadores em Educação ameaçam greve por tempo indeterminado, caso o prefeito não devolva 1.81% retirado do salário com retroativo



Pela terceira semana consecutiva, trabalhadores em Educação, lotaram o plenário da Câmara de Vereadores de Ipirá, na esperança que o poder legislativo municipal colocasse em votação o projeto de Lei Nº 370/2018 do Executivo Municipal, devolvendo 1.81% retirado do salário dos servidores, juntamente com o retroativo a maio deste ano, o que foi acordado entre o prefeito, sindicados e vereadores. No entanto, para a frustração da categoria, o prefeito não cumpriu com a palavra.

Após discursos inflamados na tribuna da Câmara, onde vereadores de situação e oposição em solidariedade ao ato arbitrário do prefeito, decidiram por unanimidade trancar a pauta de votação, até que o prefeito reveja a situação de devolva o que é de direito dos servidores.

O vereador Laelson Neves (MDB), ex-líder do prefeito na Câmara em seu discurso disse: “O maior erro que cometi na minha legislatura, foi ter votado o aumento salarial do chefe de gabinete. Sou do grupo do prefeito, mais não posso ser conivente com essa merda de administração que aí está. Sou aliado e não alienado. Não apoio quem retira direito dos trabalhadores” disse o vereador.

Ao final da sessão, ficou acordado entre os vereadores e os sindicatos que representam os trabalhadores, que na próxima quinta-feira (18), acontecerá a última rodada de negociação entre eles, e o prefeito Brandão, na sala de reuniões da Câmara. Caso o prefeito não cumpra o combinado, será decretada greve por tempo indeterminado.

Em nota, enviada a imprensa, a APLB disse o seguinte:

Os trabalhadores em Educação do município de Ipirá estão com as atividades paralisadas desde o último dia 09/10, em decorrência da retirada de 1,81% dos seus salários, pelo prefeito municipal. Estes servidores farão vigília no pátio da prefeitura para acompanhar a reunião entre prefeito, Câmara de vereadores e representantes da APLB e sindicato dos servidores, na próxima quinta-feira (18) a partir das 11h.

Os trabalhadores em Educação parados desde o dia 09/10 por conta do descaso e descompromisso do prefeito Marcelo Brandão (DEM) que arbitrariamente cortou o reajuste dos funcionários das escolas, creches e do conjunto dos servidores municipais, desde o mês de maio, sem uma justificativa plausível. Tentando enrolar a categoria. o prefeito abandonou a gestão! não recebe os trabalhadores!

Só conquista quem luta!

APLB Sindicato

Por Caboronga Notícias

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