Ipirá# Faca no pescoço no prefeito



O prefeito Marcelo Brandão tomou uma sonora vaia, daquelas que o sujeito perde até o caminho de casa. Aconteceu na semana passada, no povoado do Pau Ferro. Não é nada do outro mundo, simplesmente, um repertório de vaias, que demonstra na sua algazarra a insatisfação popular com a atual gestão.

É impressionante a situação de desgaste do prefeito MB. Mas, pensando bem. Nada disso é novidade porque o pau que dá no jacu dá no macaco. Qual é a administração que não merece vaia em Ipirá? Difícil dizer.

Qualquer que seja o prefeito de Ipirá ele terá grandes dificuldades. O problemão está no sistema de politicagem que foi implantado neste município há mais de meio século.

Ipirá está amarrado nesse sistema oligárquico que o domina. Dentro desse sistema não tem saída. A administração, jacu ou macaco, tanto faz, transcorre de forma engessada, viciada e estrangulada. É uma armação escabrosa.

Se, tem financiador de campanha que mete a faca na jugular do candidato, também, tem grande parte do eleitorado que tira o couro durante a campanha e o candidato que vencer ficará comprometido até o pescoço durante todo o mandato, não importa, se jacu ou macaco.

E o eleitor comentava: “queta com o prefeito Marcelo Brandão! Eu votei nesse elemento e se arrependimento matasse, eu já era defunto! Ele disse que meu filho ia ganhar um emprego, o menino deixou a empresa que trabalhava e nada; eu gastei do meu, quase vinte mil reais e ele disse que ia me pagar e até hoje nada, é só enrolação. O que foi que eu ganhei com esse prefeito? Uma dívida; que ele ficou de me ajudar e caiu fora. Depois que se elegeu, quando ele passa por aqui ele vira a cara. Eu já mandei um recado para ele pelo zap, vai dá muito trabalho prá ele juntar a boiada que se espalhou pela caatinga.”

Eles criaram e sustentam esse sistema e não tem como se livrar dessa embolação. Não tem urucubaca que dê certo dentro desse mecanismo e o gestor jacu ou macaco vai ter que montar uma protelação ardilosa para as demandas esperadas pela população e pelo município, assim sendo, os gestores vão se sustentar na base da mentira, da trapaça e do embuste. “Prefeito, caiu no horto ta morto!”

A receita do bolo que leva ao fracasso os gestores em Ipirá tem muitos ingredientes; já citamos dois: o financiador de campanha e grande parte do eleitorado. Faltam outros, que apresentaremos nas próximas postagens. Não há solução para Ipirá neste parangolé do atraso.

Por Agildo Barreto

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