A Caixa Econômica Federal decidiu afastar o gerente-geral da unidade do Relógio de São Pedro. O funcionário, apontado como João Paulo, foi acusado de racismo por um cliente, o empresário Crispim Terral, depois de acionar a Polícia Militar para retirá-lo da agência e se recusar a seguir para a delegacia caso ele não saísse algemado. O gerente argumentou que “não faz acordos com esse tipo de gente”.

Em nota enviada à imprensa, a Caixa afirmou que repudia “práticas e atitudes de discriminação cometidas contra qualquer pessoa”. “Sobre o ocorrido na agência Relógio de São Pedro, em Salvador, informamos que o banco abriu uma apuração pela Corregedoria e afastou o empregado da agência”, informa a entidade.

O banco ressalta que, na quinta (28), vai realizar um treinamento específico “com toda sua rede de atendimento” para destacar sua Política de Relacionamento com Clientes. Além disso, a nota destaca que a Caixa preza pelo “respeito à diversidade de raça, origem, etnia, gênero, cor, idade, classe social ou qualquer tipo de diferença entre as pessoas”.

O caso em questão ocorreu no último dia 19, mas só foi divulgado pelo cliente nessa segunda-feira (25). Imagens feitas pela filha de Terral, uma adolescente de 15 anos, registram a declaração do gerente e também a ação de um dos policiais militares que lhe deu um mata-leão antes de conduzi-lo à delegacia (veja aqui).

Terral prestou queixa na Corregedoria da PM e, na tarde desta quarta (27), vai ao Ministério Público do Estado da Bahia apresentar uma representação contra o gerente e os PMs que o abordaram. A ação foi proposta pela deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) e aprovada pela Assembleia Legislativa da Bahia.

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