O boletim epidemiológico do estado da Bahia, registrou na quarta-feira (19), 13.262 casos ativos de Covid-19. O aumento do número de casos da doença volta a acender um alerta no estado, principalmente sobre a contaminação das pessoas não vacinadas.

Durante coletiva de imprensa na manhã de ontem (19), no município de Santa Bárbara, o governador Rui Costa (PT) explicou que novas restrições serão avaliadas para conter o avanço do número de casos ativos para a doença no estado da Bahia.

“Assim que retomarmos para Salvador, eu irei avaliar porque infelizmente os números cresceram ainda mais. Então isso preocupa, porque o esquema funciona da seguinte maneira: primeiro aumenta o número de casos, depois aumenta o número de internações. Neste momento, existe uma crescente demanda nos postos de saúde, nas Unidades de Pronto Atendimento, e a situação vai ficando crítica, diferente do ano passado que a questão era as UTIs e agora a pressão é na porta das agências. Existe um grande quantitativo de pessoas que por alguma razão que eu não sei, ainda não completou o esquema vacinal e vamos sim, avaliar novas medidas para conter essa disseminação do vírus. Eu por exemplo completei meu esquema vacinal no início deste mês”, alertou.

Questionado sobre a possibilidade do fechamentos dos estabelecimentos comerciais e de escolas, o governador declarou que esta hipótese não é cogitada.

“Nós não estamos cogitando esse tipo de fechamento das atividades econômicas, nem fechamento das escolas, porque isso não está em nosso horizonte. O que está como prioridade, é continuar pedindo que a imprensa também possa estimular a vacinação, continuar aumentando as restrições para os não vacinados. Na semana passada, por exemplo, começamos a afastar os servidores públicos, pessoas que trabalhavam pelo estado, mas que não se vacinaram, alguns já foram demitidos, até mesmo aqueles que são concursados. Então aqueles que não tomarem a vacina nos próximos 30 dias, nós abriremos um processo administrativo disciplinar e estas pessoas serão demitidas do cargo público, por não estarem vacinadas. Não têm condições da pessoa estar trabalhando em um Hospital, em uma escola e contaminar outras pessoas que estão lá dentro. Cada um é livre para fazer as devidas escolhas, porém deve assumir as consequências, pois é da mesma forma em que uma pessoa decide atravessar uma pista movimentada onde trafegam carros pesados, sendo que ali existe uma passarela. Iremos discutir novas formas para restrições para os não vacinados, já orientamos também quem possui bar ou restaurante para que restrinja o acesso daquela pessoa que não tomou a vacina”, afirmou.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade