Em Ipirá-Ba é assim: os grupos políticos são conhecidos por macaco e jacu. Partidos são coisas secundárias. Isso caracteriza o atraso do lugar.

Pensando em 2020, a macacada definiu extra-oficialmente o nome de Dudy como pré-candidato do grupo. Agora é prego batido e ponta virada.

Ficou claro que não tem prá ninguém. Coitado do PT de Ipirá! E Nina? Oh, coitada! Sobraram na buraqueira. Vão ficar de stand by para 2028. Eu digo isso, porque assim é o jogo do poder.

Nina tem mais serviço prestado, na base do clientelismo, com sua Associação, do que Dudy e é a esposa do deputado Jurandy Oliveira, enquanto Dudy tem apoio de seis vereadores do grupo macaco, que são os donos dos votos em Ipirá. Isso tem peso e define a orientação da cúpula do grupo.

O deputado Jurandy Oliveira queria que a escolha acontecesse através de uma pesquisa popular, com os dois nomes dos pré-candidatos. Colocaram os nomes de meia-dúzia de pretendentes, constando alguns que não são candidatos nem a síndico de prefeitura. Viajou deputado, ‘colé mané pesquisa’!

O deputado pode esquecer a escolha através de pesquisa, vale o indicador da cúpula. A cúpula do grupo macaco bateu o martelo; tá rebocado, piripicado e sacramentado: é Dudy. No momento em que o líder no. 1 da macacada ia falar, seu celular tocou, ele disse: “É o líder no. 5, não vou atender não!” O público deu risada. Não adianta o líder no. 5 ficar chateado, porque o caso é para fazer rir e, muito mais do que rir; é para fazer de conta que o no. 5 é líder.

O deputado já deixou bem claro: “só se briga na política quando se tem força.” Com essa batida o deputado já jogou a toalha; uma vice está de ótimo tamanho para Nina. Aí a batida de frente é com o PT de Ipirá que, provavelmente, é outro pretendente à vice.

Nesse embate, por obra e graça do governador Rui Costa, o deputado Jurandy Oliveira tem mais estepe para corrida em pista molhada e esburacada. O PT de Ipirá terá que se contentar com alguma secretaria.

O Renova Ipirá não terá nada, porque não existe mais. A chapa dos “amigos de infância” (Dudy/Renê) tinha um poder de extermínio e devastação maior do que os incêndios na floresta Amazônica. Renova Ipirá já era, nem se fala nisso.

Toda essa engrisilhada; essa barulhada toda; tudo isso batido num liquidificador; todo esse bolo; toda essa fermentação e mistura tem um motivo: tudo isso é para enfrentar o grupo da situação, o chamado jacu.

Na cabeça da pule do grupo da jacuzada está o atual prefeito Marcelo Brandão, que representa o poder da família Martins que predomina neste agrupamento e, inevitavelmente, buscará a reeleição. O grupo não tem outro destinatário.

Os dias da gestão do prefeito Marcelo Brandão estão contados; falta um ano e três meses para o encerramento de seu mandato.. Ipirá vivencia a experiência de um playboy na prefeitura. Não é nada confortável e confiante. O gestor passa por uma temporada nebulosa; com um desgaste administrativo acentuado, vai colhendo os frutos que plantou. Só nessa apresentação do pré-candidato macaco, perdeu 5 candidatos à vereador do seu grupo em 2018. Isso significa porrada no lombo.

O prefeito Marcelo Brandão vai pagar caro pelo seu comportamento administrativo irresponsável, insolente, indiferente e indigesto. Quando não honra a palavra; não mantém os compromissos de campanha; não atende às necessidades reais do município, quando faz pouco caso das demandas da população e é um excelente e atento defensor das conveniências da sua família. A gestão MB trabalha no improviso, no abstraimento. Demonstra claramente a falta de compromisso e transparência com a coisa pública. Ipirá sofre muito com a gestão de M.B.

Em fase final de mandato, ainda falta um ano e três meses para o prefeito MB deixar o poder municipal e o distinto prefeito acha que é pouco e vai para a reeleição. Vai ter que rezar muito e fazer muita promessa para a santa Dulce dos Pobres, que terá a oportunidade de fazer o grande milagre de sua santificação, o maior de todos; o milagre dos milagres, fazer com que o prefeito Marcelo Brandão continue mais quatro anos na prefeitura de Ipirá.

Sem essa fé redobrada na nova santa, resta ao prefeito Marcelo Brandão o cofre da prefeitura e a ganância pelo poder é do tamanho de dez milhões de reais para serem torrados na campanha, nem que Ipirá se lasque.

Em 2020 teremos o Duelo de Titãs: o dinheiro público contra o empresário rico. Ambos desobedecerão a todas as determinações legais da Justiça Eleitoral, sempre foi assim no esquema jacu e macaco, para o atraso de Ipirá, que viverá mais uma situação indigesta, vexatória e emblemática.

Por Agildo Barreto

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