No dia 1º de dezembro de 2012, o então secretário de saúde do Estado Jorge Solla, entregou ao município de Ipirá duas ambulância do tipo USB e uma Unidade de Suporte Avançado. Para o então prefeito Diomário Sá, as novas ambulâncias iriam ajudar a salvar muitas vidas em Ipirá. “Nossa cidade tem melhorado no quesito saúde, com reformas dos Hospitais, e dos Postos Médico, não foi uma melhora apenas na estrutura, mas nos serviços também. Com a chegada das duas ambulâncias do SAMU 192, o atendimento à saúde de Ipirá vai melhorar ainda mais, pois a população terá um socorro imediato, o que evitará a perda da vida em muitos casos”, pontuou.

No entanto, desde a chegada desses veículos a Ipirá, a população nunca teve sequer um único serviço prestado por esses veículos ao longo destes quase sete anos.

O caso SAMU de Ipirá ganhou repercussão na imprensa do estado, devido à falta de serviço e a forma como os veículos estavam sendo cuidados.

Veja o que publicou o Jornal A Tarde em 15/07/2015

No pátio de uma empresa particular de segurança, na Av. Anísio Dultra, município de Ipirá (a 213 km de Salvador), há duas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) paradas. E assim elas estão, sem atender nenhum paciente, desde a entrega em dezembro de 2012.

Até novembro do ano passado, os veículos (uma ambulância tipo USB e uma unidade de suporte avançado) estavam no pátio da prefeitura aguardando, segundo a Secretaria da Saúde, pessoal qualificado para executar o serviço.

Segundo o titular da pasta, Gildeon Oliveira da Silva, as ambulâncias foram estacionadas na empresa, que cedeu o espaço, após a ocorrência de um incêndio de veículos que estavam na área da sede da prefeitura, como medida para salvaguardar os equipamentos móveis de saúde.

O secretário disse que a prefeitura já realizou dois concursos para contratação de enfermeiros, médicos e técnicos de enfermagem, mas que não houve o número mínimo de aprovados. A previsão da secretaria era que o serviço estivesse em funcionamento em janeiro último, o que não ocorreu.

Para ele, o funcionamento do serviço não depende apenas da prefeitura. “A responsabilidade é técnica engloba o contingenciamento de recursos do Estado e União e da implantação da regionalização do SAMU, cuja sede seria em Feira de Santana”, argumentou o gestor.

Em Ipirá

Passaram-se os mandatos de Diomário Sá, Ademildo Almeida, Aníbal Aragão, Jota Oliveira e agora com o então prefeito Marcelo Brandão, com quase três anos de governo, a população espera que finalmente essas ambulâncias que já não estão mais no pátio da prefeitura, possam cumprir o seu papel.

No último sábado (08), o deputado federal Claudio Cajado fez a entrega de uma ambulância do SAMU ao município de Baixa Grande e o prefeito Heraldo Miranda que também é médico, garantiu que o veículo estará pronto para atender a população do seu município com segurança e dignidade.

Enquanto isso, o ipiraense se pergunta: Porque o atual prefeito que tanto prometeu em programas de rádio que colocaria as ambulâncias em atividade no início do seu governo e até então não cumpriu a promessa?

A quem interessa a inatividade desses veículos e quanto eles custam mensalmente ao município?

Porque a Câmara Municipal se cala diante dessa situação?

Por Caboronga Notícias