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Michelle Bolsonaro relata perda de equilíbrio do ex-presidente e aponta riscos à saúde durante prisão

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou, por meio das redes sociais, que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta perda de equilíbrio em decorrência dos medicamentos que está utilizando e corre “riscos reais de morte”. Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.

Em publicação no Instagram, Michelle informou que tomou conhecimento da situação por meio da defesa e relatou que o ex-presidente tem apresentado tonturas ao se levantar. Segundo ela, a cela permanece trancada, o que, de acordo com o relato, aumenta o risco em caso de novas quedas. A ex-primeira-dama afirmou que, anteriormente, quando a segurança era feita apenas pela Polícia Federal, a porta ficava aberta, o que não ocorre atualmente com a atuação da Polícia Penal Federal.

Na última terça-feira (6), Bolsonaro sofreu uma queda dentro da cela enquanto dormia e bateu a cabeça em um móvel. O episódio foi divulgado por Michelle, que afirmou que o atendimento médico só ocorreu quando agentes foram chamá-lo para a visita. À época, não foram divulgados detalhes sobre o estado de saúde do ex-presidente.

Em nova manifestação feita na sexta-feira (9), Michelle declarou que alertou as autoridades sobre os riscos de manter o ex-presidente trancado 24 horas por dia, diante dos efeitos das medicações. Na publicação, ela afirmou que a integridade física de Bolsonaro é responsabilidade do Estado.

Na quinta-feira (8), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) protocolou um pedido para que a cela onde Bolsonaro está preso seja vistoriada. O requerimento cita os recentes acontecimentos divulgados pela imprensa, incluindo a queda que teria resultado, conforme laudo médico, em traumatismo craniano leve.

Também foi apresentada solicitação para a inclusão de Bolsonaro em um programa de remissão de pena por meio da leitura de livros. A iniciativa prevê a redução de quatro dias da pena a cada obra lida e avaliada, mediante apresentação de relatório escrito e posterior homologação judicial.

Com informações do NSC Total

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