BRASIL

Médico vai à carceragem da PF para examinar Bolsonaro

Um médico foi acionado na noite deste domingo (11) para atender o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está detido na carceragem da Polícia Federal, em Brasília. A informação foi divulgada pelo ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-mandatário, por meio de uma publicação nas redes sociais.

Segundo Carlos, as crises persistentes de soluço apresentadas por Bolsonaro teriam evoluído para um quadro mais intenso de azia, o que estaria dificultando a alimentação e o sono. Ele afirmou ainda que o ex-presidente apresenta episódios frequentes de vômito e relatou um abalo psicológico em razão do período de isolamento na cela.

Na publicação, Carlos Bolsonaro voltou a associar os problemas de saúde do pai às consequências da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018, mencionando as diversas cirurgias às quais o ex-presidente foi submetido desde então.

O filho do ex-mandatário também informou que a defesa protocolou, no fim de semana, mais um pedido de prisão domiciliar de caráter humanitário junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), fundamentado no estado de saúde de Bolsonaro. De acordo com ele, até o momento, o pedido ainda não teria sido analisado pela Corte.

Jair Bolsonaro esteve internado pela última vez no dia 24 de dezembro, no Hospital DF Star, em Brasília. Na ocasião, passou por quatro intervenções cirúrgicas — uma relacionada a uma hérnia e outras três com o objetivo de amenizar os episódios de soluço. Ele recebeu alta médica no dia 1º de janeiro. Após retornar à carceragem, Bolsonaro sofreu uma queda e voltou ao hospital para avaliação, mas, segundo os médicos, não foram constatados problemas graves nem sequelas.

De acordo com informações do STF, a tentativa de fuga atribuída a Bolsonaro, quando teria utilizado um ferro de solda para danificar a tornozeleira eletrônica, é considerada um fator relevante para o endurecimento das medidas de custódia. A situação tem sido apontada como um dos obstáculos à concessão do regime domiciliar.

Por decisão judicial, uma equipe médica permanece responsável pelo acompanhamento do ex-presidente 24 horas por dia na sede da Polícia Federal. Os médicos particulares de Bolsonaro também têm acesso liberado para prestar atendimento durante o período de detenção.

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