A secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana, reuniu-se nesta terça-feira (13) com os presidentes dos Consórcios Interfederativos de Saúde responsáveis pela gestão das Policlínicas Regionais para apresentação de resultados assistenciais e definição de metas. O balanço indica que a rede consorciada ultrapassou 7,6 milhões de atendimentos desde a implantação das unidades, consolidando-se como um dos principais eixos da atenção especializada no estado.
Somente em 2025, foram realizados 1,3 milhão de serviços, entre consultas especializadas, exames e procedimentos, além de ações intensificadas voltadas à redução de filas e ampliação do acesso. Algumas policlínicas já alcançam taxas de aproveitamento superiores a 75% nas consultas ofertadas, indicador considerado estratégico para a eficiência do sistema.
Segundo a secretária, os dados demonstram a maturidade do modelo. “As Policlínicas e os Consórcios representam uma das experiências mais bem-sucedidas do SUS. Estamos falando de milhões de atendimentos que só se tornam possíveis com planejamento, financiamento estável, gestão compartilhada e compromisso dos municípios. O desafio agora é transformar toda a capacidade instalada em atendimento efetivo, sem ociosidade”, afirmou Roberta Santana.
Durante a reunião, também foram detalhados investimentos em transporte sanitário, com a renovação da frota de micro-ônibus, contratos de manutenção preventiva e corretiva de equipamentos de alta complexidade, como ressonâncias magnéticas e tomógrafos, além da ampliação do uso de energia solar fotovoltaica nas unidades. As medidas visam garantir regularidade operacional, eficiência energética e sustentabilidade financeira da rede.
Além do desempenho assistencial, a secretária apresentou o cronograma de expansão da rede. Estão em fase de construção novas policlínicas regionais nos municípios de Camaçari, Remanso e Itapetinga, com previsão de entrega ainda este ano. Também está prevista a implantação de novas unidades em Feira de Santana, Seabra, Ipirá e Ibotirama, viabilizadas por meio do PAC Seleções, com investimento de R$ 30 milhões por unidade.
“Todos esses resultados positivos são reflexo também da parceria com o Governo Federal, que vem aplicando recursos para ampliação dos serviços ofertados nas policlínicas”, afirmou.
Para o coordenador-geral dos Consórcios Interfederativos de Saúde, Marcos Pereira, os resultados refletem o fortalecimento da governança regional. “Os consórcios avançaram em padronização de contratos, controle de custos e qualificação da produção assistencial. A integração entre a Secretaria da Saúde do Estado com os Consórcios tem sido decisivo para ampliar o acesso da população aos serviços especializados”, destacou.
O encontro reforçou ainda o compromisso conjunto entre Estado e municípios para que as policlínicas alcancem aproveitamento assistencial máximo. “Vamos buscar reduzir a zero o absenteísmo, assegurando maior eficiência na utilização dos serviços ofertados”, afirmou Pereira.
Os números apresentados referem-se às 24 Policlínicas Regionais de Saúde consorciadas, localizadas no interior da Bahia. Não estão incluídas as policlínicas de Narandiba e de Escada, em Salvador, que possuem modelo de gestão próprio e não integram o sistema consorciado.
Com informações do Ascom/Sesab





