O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabely, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completou 23 dias nesta segunda-feira (26), em Bacabal, no Maranhão. O delegado Ederson Martins afirmou que não há indícios de que as crianças tenham sido vendidas pela mãe e pelo padrasto, como passou a circular em publicações nas redes sociais.
Em declaração, o delegado classificou como falsas as informações que apontavam que os familiares teriam negociado as crianças por R$ 35 mil. Segundo ele, a mãe e o padrasto não são alvos da investigação e foram ouvidos apenas na condição de testemunhas. “Eles não são foco da nossa investigação. Eles foram ouvidos como testemunhas, e não há até o momento nada que indique que eles praticaram crimes contra as crianças”, declarou.
As informações desmentidas indicavam que a polícia teria identificado um pagamento de R$ 35 mil na conta bancária da mãe das crianças e que o padrasto estaria sendo investigado por cumplicidade. De acordo com as autoridades responsáveis pelo caso, essas alegações não procedem.
Este não é o primeiro episódio de disseminação de notícias falsas envolvendo o desaparecimento dos irmãos. Em ocasiões anteriores, o prefeito de Bacabal pediu publicamente que a população não compartilhasse boatos, afirmando que as informações falsas prejudicam as buscas.
Ágatha Isabely e Allan Michael estão desaparecidos desde o dia 4 de janeiro. As crianças sumiram na região do quilombo São Sebastião dos Pretos, onde as buscas seguem sendo realizadas pelas forças de segurança.
Com informações do Bnews





