A decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro de impor a candidatura do filho Carlos Bolsonaro ao Senado pelo Partido Liberal (PL) em Santa Catarina provocou uma crise interna no partido e resultou na saída da deputada federal Caroline De Toni da legenda no estado.
Caroline De Toni anunciou na última quarta-feira (4) que deixará o PL após não ser escolhida para disputar uma das vagas ao Senado. A deputada afirmou ter se sentido preterida na disputa interna, que passou a ser ocupada por Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio de Janeiro.
A parlamentar foi a deputada federal mais votada do PL em Santa Catarina. Em 2018, elegeu-se com 109 mil votos, impulsionada pelo desempenho eleitoral de Jair Bolsonaro, alcançando apoio equivalente a cerca de metade do eleitorado de Chapecó, cidade onde nasceu e atuou como vereadora. Em 2022, ampliou sua votação para 227 mil votos, correspondendo a 5,7% do total no estado.
Neste ano, Santa Catarina terá duas vagas em disputa para o Senado. Até então, a articulação interna do PL previa Caroline De Toni como candidata, além de uma aliança com o Progressistas (PP) para apoiar a reeleição do senador Esperidião Amin. A entrada de Carlos Bolsonaro na disputa alterou o cenário e retirou a deputada da composição inicial.
Com a saída do PL, Caroline De Toni deve buscar outra legenda para viabilizar sua candidatura ao Senado. Caso confirme a disputa, ela deverá concorrer diretamente com Carlos Bolsonaro no estado.
Uma pesquisa realizada em dezembro pelo grupo de comunicação ND apontou que 60,5% dos eleitores catarinenses rejeitam a candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina.
Com informações do Bnews





