BRASIL

Governo vai pagar R$ 1.621 ao longo de 5 meses para trabalhadores que estão impedidos de atuar

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) iniciou, no último dia 17 de fevereiro, o pagamento do primeiro lote do seguro-defeso para pescadores artesanais. No Pará, 46.893 profissionais foram contemplados nesta etapa inicial, com empenho de R$ 76 milhões.

O benefício corresponde a um salário mínimo mensal, atualmente fixado em R$ 1.621, e pode ser pago por até cinco meses durante o período em que a pesca é proibida. O objetivo é garantir renda aos trabalhadores que ficam impedidos de exercer a atividade em razão do defeso.

Além do Pará, a Bahia também integra esta primeira fase de pagamentos. O maior volume de beneficiários, no entanto, está concentrado no estado paraense.

O seguro-defeso é destinado a pescadores artesanais que dependem exclusivamente da atividade pesqueira e tem como finalidade assegurar sustento durante o período de proibição, além de contribuir para a preservação das espécies e o equilíbrio ambiental.

Requisitos para receber o benefício

Para ter acesso ao seguro-defeso, é necessário ter solicitado o benefício após 1º de novembro de 2025, apresentar o Relatório do Exercício da Atividade Pesqueira (REAP) e manter o Registro Geral da Pesca (RGP) regularizado.

Também é exigida inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e residência em município abrangido pelo período de defeso.

Regularização e próximos lotes

Pescadores que não foram incluídos neste primeiro lote precisam regularizar pendências, como a ausência do REAP, junto ao Ministério da Pesca e Aquicultura para participar das próximas análises.

Profissionais com vínculo empregatício ativo ou que recebam outros benefícios assistenciais não são elegíveis ao seguro-defeso.

A expectativa é de que novos lotes de pagamento sejam liberados nas próximas semanas, ampliando o número de pescadores atendidos pelo programa.

Com informações do MIX

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