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Vorcaro usou documento falsificado para tentar descobrir com quem sua namorada, a blogueira Martha Graeff, estava conversando

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, utilizou um documento falsificado para tentar descobrir com quem sua namorada, a blogueira Martha Graeff, estava conversando nas redes sociais. A informação consta em conversas analisadas pela Polícia Federal.

De acordo com as investigações, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido no grupo como “Sicário”, tinha acesso a sistemas internos de órgãos públicos e falsificava documentos se passando por autoridades para retirar conteúdos do ar e obter dados de redes sociais.

Em uma das ações, Mourão enviou um ofício ao Facebook e à Meta, simulando a assinatura de uma promotora. O documento solicitava informações sobre os contatos com quem Martha Graeff estaria se comunicando nas plataformas da empresa.

Segundo a representação que pediu a prisão de Vorcaro na última quarta-feira (4), o banqueiro também utilizava um grupo de WhatsApp denominado “A Turma” para obter informações e perseguir pessoas que se posicionavam contra ele. Mourão integrava o grupo e atuava como intermediário entre Vorcaro e indivíduos suspeitos de repassar dados sigilosos.

A prisão de Vorcaro e dos demais integrantes do grupo foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, em decisão proferida no dia 3 de março.

Na decisão, o ministro afirma que as investigações indicam que Mourão realizava consultas e extrações de dados em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases utilizadas por instituições de segurança pública e investigação policial. Conforme o documento, os acessos teriam ocorrido por meio do uso de credenciais funcionais pertencentes a terceiros, possibilitando a obtenção de informações protegidas por sigilo institucional.

Ainda segundo a decisão, a metodologia empregada teria permitido acesso indevido a sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais, como o FBI e a Interpol.

A Polícia Federal apura se as credenciais e senhas utilizadas foram fornecidas de forma gratuita ou adquiridas pelos investigados.

Com informações do Bnews

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