O conselho de administração do Fundo Garantidor de Créditos decidiu que a antecipação das contribuições ordinárias dos bancos ao fundo começará a ser realizada a partir do dia 25 de março. Ao todo, serão antecipados R$ 32,5 bilhões ao longo de 60 meses para recompor o caixa da instituição após os pagamentos feitos na liquidação do Banco Master.
As instituições financeiras poderão escolher entre duas formas de pagamento: realizar o repasse em parcela única ainda neste mês ou dividir o valor em três parcelas, com vencimentos em 25 de março, 25 de abril e 25 de maio.
Segundo o FGC, os recursos sairão do depósito compulsório mantido pelos bancos junto ao Banco Central do Brasil. O compulsório corresponde à parcela dos depósitos que as instituições financeiras são obrigadas a manter retida no Banco Central para garantir liquidez e estabilidade ao sistema financeiro.
Para as instituições que optarem pelo parcelamento, será aplicada uma contribuição extraordinária de 0,005% ao mês sobre os depósitos elegíveis, com base nos valores de abril de 2026. Esse valor deverá ser recolhido até o primeiro dia útil de junho.
De acordo com o FGC, a medida tem como objetivo assegurar a solidez patrimonial do fundo e garantir a capacidade de cumprimento das obrigações previstas na legislação e no estatuto da entidade.
Até esta quinta-feira (5), o fundo já havia pago R$ 38,4 bilhões em garantias a credores do conglomerado Master, formado pelo Banco Master, Master de Investimento e Letsbank. O valor corresponde a 94% do total previsto para pagamento. Cerca de 675 mil credores já receberam os valores, o equivalente a 87% dos beneficiários.
No caso do Will Bank, o FGC estima que serão pagos aproximadamente R$ 6,3 bilhões em garantias. O pagamento começou em fevereiro para clientes com até R$ 1.000 a receber. Até o momento, R$ 115 milhões já foram pagos, beneficiando cerca de 935 mil credores, o que representa 15% dos cerca de 6 milhões de pessoas aptas a receber.
Já o Banco Pleno, também em processo de liquidação, possui uma base estimada de 160 mil credores com depósitos elegíveis ao pagamento da garantia, totalizando aproximadamente R$ 4,9 bilhões.
Criado em 1995 por autorização do Conselho Monetário Nacional, o Fundo Garantidor de Créditos é uma associação civil sem fins lucrativos responsável por proteger depositantes e investidores em caso de falência de instituições financeiras autorizadas a operar no país.
O FGC garante depósitos e investimentos de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em produtos como conta corrente, poupança, CDB, RDB, letras de crédito imobiliário (LCI), letras de crédito do agronegócio (LCA), letras de câmbio (LC) e letras hipotecárias (LH), entre outros instrumentos financeiros.
Com informações do Notícias ao minuto





