Os impactos do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel já começam a refletir no mercado de combustíveis e levantam preocupação sobre possível desabastecimento na Bahia.
De acordo com representantes do setor, a elevação nos preços do petróleo tem afetado diretamente o custo dos combustíveis, pressionando tanto consumidores quanto empresários donos de postos. A situação já apresenta efeitos em outras regiões do país. No Rio Grande do Sul, 142 prefeituras relataram dificuldades para adquirir óleo diesel, impactando serviços públicos.
Segundo a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul, a escassez tem levado gestores a priorizar áreas essenciais, como o transporte de pacientes, enquanto atividades que dependem de maquinário estão sendo suspensas.
Especialistas apontam que a restrição de oferta atinge principalmente empresas que compram combustível no mercado à vista, sem contratos de longo prazo com distribuidoras, o que reduz a garantia de abastecimento.
Na Bahia, o risco de falta de combustível ainda é considerado distante, mas não descartado. O presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis da Bahia, Glauco Mendes, afirmou que o aumento dos preços impacta diretamente o abastecimento, tanto pela redução da oferta quanto pela dificuldade de capital de giro dos empresários.
Segundo ele, ainda não é possível determinar se eventuais falhas no abastecimento decorreriam da indisponibilidade de produto pelas distribuidoras ou da dificuldade financeira dos postos para realizar novas compras.
O cenário também influenciou decisões fiscais no estado. O governo baiano suspendeu a aplicação de uma portaria que previa o aumento da alíquota do ICMS sobre o etanol, que passaria de 12% para 22%. Caso a medida entrasse em vigor, o preço do litro do combustível poderia subir em até R$ 0,50.
A suspensão foi acordada entre o governo estadual e o setor, diante das incertezas provocadas pelo cenário internacional. Enquanto o conflito persiste, representantes do segmento apontam que o risco de impactos mais severos no abastecimento permanece.
As informações são do A Tarde





