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Síndrome de pica: saiba se você tem e como tratar

A chamada Síndrome de pica é um distúrbio alimentar caracterizado pela ingestão persistente de substâncias não nutritivas e não alimentares por um período mínimo de 30 dias. A condição atinge pessoas de diferentes idades, classes sociais e gêneros, podendo trazer riscos à saúde física e impactos psicossociais.

De acordo com o médico Drauzio Varella, o transtorno envolve o consumo de itens como terra, papel, sabão, gelo, cabelo, giz, carvão, tinta e até metal. Relatos reunidos em reportagem indicam comportamentos como o desejo de ingerir arroz cru, argila e outros materiais incomuns, inclusive durante a gestação.

O nome da síndrome tem origem no pássaro conhecido como pega-rabuda, que apresenta comportamento alimentar considerado incomum. Em humanos, no entanto, a prática pode causar danos ao organismo e está associada a diferentes fatores.

Entre as principais causas apontadas estão deficiências nutricionais, especialmente de ferro e zinco, que podem levar o corpo a desenvolver desejos por substâncias que contenham esses elementos. Crianças com deficiência de ferro, por exemplo, podem apresentar vontade de ingerir terra.

Além disso, especialistas indicam que o transtorno também pode estar relacionado a condições psicológicas, como ansiedade, depressão e transtorno obsessivo-compulsivo, além de possíveis déficits cognitivos. O psiquiatra Marcelo Heyde aponta que, no caso de gestantes, fatores emocionais e a falta de suporte também podem aumentar o risco do desenvolvimento da síndrome.

Não há um tratamento único para a síndrome de pica. O acompanhamento costuma ser individualizado e pode envolver médicos, psicólogos e outros profissionais de saúde, com foco na causa específica do comportamento em cada paciente.

Com informações do MSN

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