A Justiça determinou, nesta quinta-feira (23), que o motorista Cleydson Cardoso Costa Filho e a vereadora de Salvador Débora Santana retomem o custeio das despesas do atleta Emerson Pinheiro, de 29 anos, atropelado em 2025 na orla da Pituba, em Salvador.
A decisão liminar obriga o pagamento de pensão mensal de R$ 3 mil, a manutenção do aluguel de um imóvel adaptado e o custeio integral do tratamento de reabilitação do atleta, incluindo a aquisição de duas próteses — uma para uso diário e outra esportiva.
A medida atende ao pedido apresentado pela defesa de Emerson, que acionou a Justiça na última segunda-feira (20), após a interrupção do suporte financeiro. Segundo o magistrado, há indícios suficientes de responsabilidade dos réus e risco de agravamento do quadro de saúde da vítima com a suspensão dos pagamentos.
Na decisão, o juiz aponta que a probabilidade do direito está respaldada por documentos anexados ao processo e menciona a existência de ação criminal por tentativa de homicídio relacionada ao caso. O magistrado também destacou que houve criação de expectativa legítima, uma vez que os réus vinham arcando com despesas básicas desde o acidente.
De acordo com a defesa, a interrupção do tratamento já provocou prejuízos à recuperação do atleta. Sem fisioterapia regular, ele apresentou perda de mobilidade e desenvolvimento de fibrose articular, conforme registrado no processo. A decisão também ressalta que a pensão tem caráter alimentar e que a moradia adaptada é necessária diante da condição atual de cadeirante.
Além das obrigações financeiras, os réus terão prazo de 15 dias para apresentar informações sobre o veículo envolvido no atropelamento, incluindo valor de mercado e dados do seguro.
O acidente ocorreu em 16 de agosto de 2025, por volta das 6h, quando Emerson treinava para uma maratona e foi atingido por um veículo. Ele ficou internado por 30 dias no Hospital Geral do Estado e teve a perna direita amputada.
Na ocasião, policiais militares relataram que o condutor apresentava sinais de embriaguez e dirigia em alta velocidade. Cleydson foi preso preventivamente, permaneceu cerca de um mês detido no Complexo da Mata Escura e posteriormente foi liberado mediante medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
As informações são do Bnews





