Desde dezembro de 2025, candidatos à primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) passaram a ser obrigados a realizar exame toxicológico como parte do processo de habilitação nas categorias A, B e superiores. A medida, válida em todo o Brasil, tem como objetivo reforçar a segurança no trânsito ao identificar o uso recente de substâncias psicoativas proibidas.
O teste é capaz de detectar o consumo de drogas como anfetaminas, canabinoides, opiáceos e cocaína em um período de até 90 dias anteriores à coleta. Para isso, são utilizadas amostras de cabelo, pelos ou unhas, que oferecem maior precisão e dificultam fraudes.
A análise é realizada por laboratórios credenciados, seguindo padrões técnicos rigorosos. O processo começa com o agendamento da coleta e, posteriormente, as amostras passam por avaliação detalhada. O resultado é emitido por meio de um laudo seguro e rastreável.
De acordo com as regras, candidatos que apresentarem resultado positivo no exame ficam impedidos de prosseguir com o processo de obtenção ou renovação da CNH. Nesses casos, será necessário realizar um novo teste com resultado negativo para dar continuidade. A legislação também assegura o direito à contraprova.
A exigência do exame toxicológico representa uma ampliação das medidas de controle já existentes no sistema de habilitação brasileiro. A iniciativa busca reduzir riscos nas vias e garantir que condutores estejam aptos a dirigir sem a influência de substâncias que possam comprometer a segurança.
Com informações do Mix





