BRASIL

Quem paga conta de luz deve se preparar para o preço que será cobrado no mês de julho

A conta de energia elétrica continuará mais cara em julho para os consumidores atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a manutenção da bandeira tarifária amarela ao longo do mês, o que implica um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Segundo a agência reguladora, a decisão reflete as condições típicas do período de estiagem, quando a redução das chuvas diminui os níveis dos reservatórios das hidrelétricas e aumenta a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, cuja geração possui custo mais elevado.

A bandeira amarela está em vigor desde abril. Entre janeiro e março, o sistema operou com bandeira verde, sem cobrança adicional nas faturas, graças às condições mais favoráveis para a geração de energia no país.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para informar os consumidores sobre as condições de geração de energia em tempo real e os impactos desses fatores sobre o custo da eletricidade.

Com a diminuição do volume de chuvas nas regiões que concentram os principais reservatórios brasileiros, a produção hidrelétrica perde capacidade, tornando necessário o uso mais frequente das termelétricas, que utilizam combustíveis mais caros e elevam os custos do sistema elétrico.

Consumidores podem reduzir impacto na conta

Diante da cobrança adicional, distribuidoras de energia orientam a população a adotar medidas para economizar eletricidade e reduzir o valor da fatura.

Entre as principais recomendações estão manter o ar-condicionado entre 23°C e 25°C, utilizar a função de desligamento automático durante a madrugada e limpar os filtros regularmente. Equipamentos com tecnologia inverter também ajudam a diminuir o consumo.

No caso do chuveiro elétrico, a orientação é utilizar a posição “verão”, reduzir o tempo de banho e desligar o aparelho enquanto a pessoa se ensaboa ou lava os cabelos.

Outras medidas incluem evitar abrir a geladeira com frequência, não guardar alimentos ainda quentes, verificar a vedação da porta e manter o eletrodoméstico afastado da parede para melhorar sua eficiência.

Na iluminação, especialistas recomendam aproveitar a luz natural, apagar lâmpadas em ambientes desocupados e substituir modelos convencionais por lâmpadas de LED, que podem consumir até 40% menos energia e apresentam maior durabilidade.

Com informações do MIX

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