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Diarista é presa apontada como principal suspeita de matar casal de idosos em apartamento de luxo

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, na madrugada desta quinta-feira (2), a diarista Paola Stefany Neto Cirino. Ela é apontada como principal suspeita de matar um casal de idosos com golpes de faca em um apartamento de alto padrão em Belo Horizonte (MG).

Paola foi capturada em um hotel de Itabira, na Região Central de Minas Gerais. No momento da prisão, ela estava acompanhada do filho de 6 anos.

O casal foi encontrado morto na tarde de terça-feira (30), em um imóvel no bairro São Pedro. O advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, foi assassinado com 17 facadas, enquanto a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foi golpeada sete vezes. 

O apartamento não tinha sinais de arrombamento, mas uma gaveta onde eram guardadas semijoias foi encontrada violada. Os celulares dos idosos também não foram encontrados. 

Suspeita confessou o crime

Imagens de câmeras de segurança flagraram uma mulher entrando no prédio por volta das 7h30 e saindo às 15h30. De acordo com as investigações, trata-se de Paola, diarista da família.

Segundo a polícia, após matar o casal, a mulher tomou banho no apartamento, trocou de roupa e deixou o prédio carregando bolsas, mochilas e outros pertences das vítimas.

De acordo com o delegado Gustavo Barletta, responsável pelo caso, a diarista confessou o crime. Disse, porém, que foi ao apartamento sem a intenção de cometer um roubo, mas decidiu roubar objetos de valor ao ver os bens dos patrões. 

A suspeita relatou ainda que dopou Cláudio e Maria Clotilde com quatro comprimidos de um medicamento de uso pessoal antes de atacá-lo com uma faca encontrada na própria residência. O idoso acordou e tentou reagir, mas foi empurrado de volta para a cama, onde recebeu os golpes. Em seguida, a esposa também teria acordado e foi esfaqueada.

Ainda conforme o delegado, a faca utilizada no crime foi lavada por Paola e escondida no apartamento. O objeto deverá ser recolhido para perícia. 

Em coletiva de imprensa, os investigadores afirmaram que a suspeita não tinha antecedentes criminais, mas que familiares relataram que ela enfrentava um quadro de depressão, vício em apostas e havia contraído uma dívida de cerca de R$ 40 mil com um agiota. Paola negou que o crime tenha sido motivado por dívidas com jogos de azar e alegou que pretendia vender os objetos levados do apartamento apenas para obter dinheiro para despesas pessoais.

Com informações do Bnews

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