O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de um documento enviado ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no qual o parlamentar solicita a suspensão por 180 dias da aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros.
Em publicação nas redes sociais, Lindbergh afirmou que Flávio Bolsonaro não é contrário à adoção das tarifas, mas pretende apenas adiar sua implementação para depois das eleições presidenciais. Segundo o deputado, a medida teria motivação eleitoral e não representaria uma defesa dos interesses do Brasil.
No documento encaminhado às autoridades norte-americanas, Flávio Bolsonaro argumenta que a imposição imediata das tarifas poderia favorecer politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao fortalecer o discurso de defesa da soberania nacional. O senador defende uma suspensão inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 90 dias, caso as negociações entre os dois países avancem.
Lindbergh também afirmou que, após o período eleitoral, Flávio aceitaria medidas como a manutenção das tarifas sobre produtos brasileiros, mudanças nas regras do Mercosul e restrições relacionadas ao Pix. As declarações do deputado fazem referência a propostas apresentadas pelo senador no mesmo documento enviado ao USTR.
O envio da manifestação ocorre durante a investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301, que analisa práticas brasileiras em áreas como comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico, tarifas, propriedade intelectual, etanol e desmatamento. A proposta de novas tarifas sobre parte das exportações brasileiras ainda depende de decisão do governo norte-americano.
O governo brasileiro também apresentou resposta formal ao USTR, contestando as alegações de que políticas nacionais imponham barreiras comerciais ilegais ou discriminatórias a empresas dos Estados Unidos.
Com informações do DCM






