POLÍTICA

Unha e Carne expõe elos de Flávio Bolsonaro com milícias

A sexta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal, ampliou o foco das investigações sobre uma organização criminosa suspeita de movimentar cerca de R$ 7,6 bilhões por meio de um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis, empresas de fachada e integrantes do crime organizado no estado do Rio de Janeiro.

Entre os alvos da operação está o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), apontado como aliado político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e indicado por ele como pré-candidato ao Senado nas eleições de 2026. Também foi alvo o delegado Marcus Amin, ex-secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro durante o governo de Cláudio Castro (PL).

Segundo as investigações, a organização criminosa é suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis para ocultar recursos provenientes de atividades ilícitas. A Polícia Federal apura possíveis conexões entre empresários, agentes públicos e integrantes do crime organizado, incluindo facções e milícias que atuam no estado.

De acordo com as informações divulgadas, Márcio Canella mantém proximidade política com Flávio Bolsonaro desde o período em que ambos atuavam na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A mãe do senador, Rogéria Bolsonaro, chegou a ser anunciada como suplente da eventual candidatura de Canella ao Senado.

Flávio Bolsonaro não é investigado na Operação Unha e Carne. Em decisão recente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção de publicações que associavam o senador diretamente às investigações, destacando que ele não figura como investigado, indiciado ou denunciado no inquérito conduzido pela Polícia Federal.

Com informações da Revista Fórum

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