A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) intensificou a aproximação com o eleitorado evangélico e criou uma articulação voltada à ampliação do apoio entre igrejas e lideranças religiosas. A estratégia busca fortalecer a presença do candidato em um segmento considerado importante para a disputa presidencial.
Nos últimos dias, aliados de Flávio passaram a ampliar os contatos com pastores, parlamentares ligados a igrejas e grupos religiosos. A equipe também tem orientado o senador sobre discursos, vídeos e participações em eventos direcionados ao público evangélico.
Entre os nomes envolvidos na articulação está o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), pastor e líder do partido na Câmara dos Deputados. A estratégia prevê encontros com representantes de diferentes denominações no Rio de Janeiro, em Brasília e em outros estados.
Entre as instituições consideradas relevantes para a campanha estão o Ministério de Madureira, a Igreja Universal do Reino de Deus e a Igreja Mundial do Poder de Deus.
No fim de semana, Flávio participou de um culto da Igreja Mundial, em São Paulo, ao lado do ex-deputado Eduardo Cunha. Em outra agenda realizada no interior paulista, o senador reforçou referências religiosas e afirmou que, caso seja eleito, pretende iniciar uma eventual cerimônia de posse com uma oração. Trechos das declarações foram posteriormente encaminhados a lideranças evangélicas.
A movimentação ocorre em meio ao acompanhamento das pesquisas eleitorais pela campanha. Levantamento Genial/Quaest divulgado em agosto apontou Flávio com 35% das intenções de voto entre os eleitores evangélicos no primeiro turno, contra 28% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em um eventual segundo turno entre os dois, o mesmo levantamento indicou 48% para Flávio e 33% para Lula entre os evangélicos.
Apesar dos números favoráveis ao senador nesse segmento, aliados também monitoram a melhora da avaliação do governo federal entre os eleitores evangélicos. A aprovação de Lula nesse grupo passou de 28%, em abril, para 38%, em agosto. No mesmo período, a desaprovação caiu de 68% para 57%.
O PT também voltou a investir em ações específicas de diálogo com igrejas, pastores e fiéis, retomando parte da estratégia utilizada na campanha presidencial de 2022.
Com a aproximação entre as duas campanhas e o aumento das iniciativas direcionadas ao segmento, o eleitorado evangélico se consolida como um dos grupos disputados pelas principais forças políticas na corrida presidencial.
Com informações do Portal Chico Sabe Tudo





