Dois internos do Conjunto Penal de Lauro de Freitas (CPLF), na Região Metropolitana de Salvador, foram flagrados, nesta quarta-feira (12), tentando entrar na unidade com drogas ingeridas. Eles retornavam da saída temporária do Dia dos Pais quando foram identificados pelo aparelho de BodyScan, que apontou a presença de materiais suspeitos no organismo.
No primeiro caso, a suspeita surgiu quando o equipamento detectou uma alteração na imagem corporal do interno. Diante da suspeita, ele foi retirado do fluxo de entrada e levado para uma cela de triagem, onde ficou sob acompanhamento dos agentes.
A confirmação ocorreu somente na manhã desta quinta-feira (13). Durante uma revista no local, a equipe encontrou dois invólucros que já haviam sido expelidos pelo interno. O material foi identificado como uma substância análoga à maconha.
Como já não era possível descartar a presença de outros pacotes no organismo, o homem foi encaminhado ao Hospital Menandro de Faria para avaliação. Depois de ser submetido a exames e liberado pelos médicos, ele foi conduzido à delegacia, onde o caso passou a ser tratado pelas autoridades competentes.
No segundo episódio, outro interno também foi identificado pelo BodyScan ao retornar da saída temporária, na quarta-feira (12). O equipamento novamente registrou uma alteração durante a inspeção, mas, antes que fosse possível realizar uma abordagem mais detalhada, o homem começou a apresentar sinais de mal-estar.
Ele recebeu os primeiros atendimentos da equipe de saúde dentro do próprio conjunto penal, mas sofreu uma convulsão durante o procedimento. Diante do quadro, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e realizou a transferência para o Hospital Menandro de Faria.
No hospital, o interno expeliu dois invólucros com uma substância análoga à cocaína. Exames de imagem realizados posteriormente indicaram que havia outros pacotes alojados na parte superior do estômago.
A permanência dos materiais no organismo causa preocupação na equipe médica devido à possibilidade de rompimento dos invólucros e de a droga ser liberada no corpo. Por isso, os profissionais avaliam a realização de uma cirurgia para a retirada dos pacotes.
Com informações do Bnews





