Um homem que foi espancado em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na noite do último dia 11, morreu no dia seguinte no hospital. De acordo com a família, Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, foi agredido após ser apontado erroneamente como ladrão por um segurança na Rua Barata Ribeiro. A Polícia Civil informou que a 12ª DP (Copacabana) investiga o caso.
Segundo o relato da família à polícia, Cláudio Rafael saiu de casa, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, por volta das 22h30, a bordo de uma bicicleta pertencente a uma de suas irmãs. Na altura do número 35 da Rua Barata Ribeiro, ele foi abordado pelo segurança, que suspeitou que a bicicleta fosse roubada.
“O segurança perguntou se a bicicleta era dele. Meu irmão não soube se expressar. Só disse que não, em vez de dizer que era da irmã. E o segurança pressupôs que meu irmão era bandido e que a bicicleta era roubada. O vigilante disse que só deixaria meu irmão ir embora quando o dono chegasse, o que não aconteceu. Depois, chegaram outros indivíduos, o levaram para outra rua, onde aconteceu o espancamento”, relatou Fabiana Motta Landeiro Hansen, de 25 anos, uma das irmãs da vítima, ao jornal Extra.
À polícia, o vigilante afirmou ter desferido um soco em Cláudio para que ele largasse a bicicleta. Ele prestou depoimento na segunda-feira, assim como a mãe e uma irmã da vítima.
Após a primeira agressão, um grupo de entregadores teria levado Cláudio para a Rua Felipe Oliveira, onde ele teria sido vítima de um linchamento.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e levou Cláudio para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. A vítima não resistiu aos ferimentos. De acordo com a família, entre as causas da morte estão traumatismo craniano, hemorragia interna e lesões no abdômen.
Cláudio vivia em Botafogo com a mãe e duas irmãs. Segundo a família, ele tinha transtornos mentais.
“Meu irmão era um homem bom, de coração puro, quieto e mal falava. Não perturbava ninguém. Só saiu para dar os passeios dele de bicicleta, como sempre fazia. Ele era extremamente conhecido onde moramos e era muito querido por todos. Ele era chamado pelo apelido desde criança, Bart, personagem dos Simpsons com jeitinho parecido”, descreveu Fabiana.
“Estamos desoladas e queremos justiça. Espero que a polícia faça toda a investigação e puna todos os responsáveis por essa atrocidade”, completou.
Com informações do Bnews





