POLÍTICA

Em disputa por influência, Carlos Bolsonaro critica campanha de Flávio e mira economista aliada

O vereador Carlos Bolsonaro (PL) voltou a criticar publicamente a condução da campanha presidencial do irmão, Flávio Bolsonaro (PL), em meio a uma disputa interna por influência dentro do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Em uma publicação nas redes sociais, Carlos afirmou que Flávio precisa reconhecer que seu crescimento eleitoral está diretamente relacionado ao pai e às pautas que marcaram o bolsonarismo. O parlamentar também fez críticas a pessoas que, segundo ele, estariam tentando conduzir o candidato para uma direção diferente da defendida pela base.

A manifestação ocorre em meio à crescente influência da economista Daniella Marques, conselheira econômica de Flávio e ex-presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo Jair Bolsonaro. Segundo informações citadas pelo Diário do Centro do Mundo e pela Folha de S.Paulo, integrantes da ala mais ideológica do bolsonarismo veem com resistência o espaço ocupado por Daniella na campanha.

Um dos principais pontos de divergência é a proposta de redução de gastos públicos. Flávio Bolsonaro tem defendido um chamado “tesouraço” para reduzir despesas, cargos e burocracia caso seja eleito presidente. Daniella passou a ser associada à formulação econômica da candidatura e ganhou participação em atos, viagens e discussões sobre o programa de governo.

Para setores mais radicais do bolsonarismo, porém, a ênfase no ajuste fiscal pode afastar parte do eleitorado. O grupo defende que a campanha priorize temas como segurança pública, geração de empregos, programas sociais e o legado político de Jair Bolsonaro.

Carlos não citou Daniella Marques nominalmente em sua publicação, mas interlocutores apontaram que a economista estaria entre os principais alvos das críticas. Eduardo Bolsonaro também é apontado como contrário ao protagonismo adquirido por ela na campanha.

A disputa ocorre em um momento de crescimento de Flávio nas pesquisas eleitorais, o que aumentou a disputa por espaço e influência dentro da campanha. Enquanto o grupo ligado à ala ideológica cobra maior conexão com Jair Bolsonaro, aliados do candidato defendem uma estratégia capaz de ampliar o eleitorado para além da base tradicional do bolsonarismo.

As divergências expõem uma disputa interna sobre os rumos da candidatura de Flávio Bolsonaro e sobre quais setores terão maior influência em um eventual governo.

Com informações do DCM

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