Os funcionários da Caixa Econômica Federal votam nesta segunda-feira (21), em assembleias eletrônicas realizadas em todo o país, uma nova proposta para renovar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A votação, prevista para terminar às 18h, pode definir o fim da greve iniciada em 10 de setembro. O principal impasse nas negociações é o Saúde Caixa, plano de saúde dos empregados, que teve mudanças nas mensalidades e nas cobranças por atendimento na nova oferta apresentada pelo banco.
O que muda no Saúde Caixa
Pela proposta, a contribuição dos titulares do Saúde Caixa passará a ser de 3,7% da remuneração-base a partir de 2027. Para os dependentes, os valores das mensalidades serão diferentes conforme a faixa:
- R$ 560 para dependentes diretos;
- R$ 660 para filhos entre 21 e 24 anos considerados dependentes indiretos;
- R$ 900 para filhos de 24 a 27 anos e pais ou mães remanescentes.
O limite de contribuição do grupo familiar, formado pelo titular e pelos dependentes diretos, ficará em 9%.
A Caixa também reduziu, em relação à proposta anterior, a cobrança por consulta em pronto atendimento. O valor caiu de R$ 150 para R$ 120. A isenção de coparticipação na telemedicina foi mantida.
A proposta prevê ainda pelo menos um empregado dedicado exclusivamente ao Saúde Caixa em cada Gerência de Pessoas (Gipes) e em cada Representação Regional de Pessoas (Repes).
Mudanças no Super Caixa
A nova proposta também inclui alterações no programa de remuneração variável Super Caixa.
Para o segundo semestre deste ano, está prevista a ampliação da premiação inicial por habilitação, de 25% para 50%. O banco também propõe mudanças nos critérios de avaliação e maior transparência nos painéis de resultados.
A Caixa informou que não haverá penalização relacionada aos programas Figital e Genesys em 2026. Os projetos continuarão em fase piloto e serão discutidos com representantes dos empregados antes da definição das regras para 2027.
O banco manteve ainda a oferta de um prêmio extraordinário de R$ 3 mil por empregado, condicionado à superação de metas operacionais já atingidas neste ano.
Segundo os sindicatos, a proposta preserva todas as cláusulas previstas nos acordos coletivos e na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.
Greve começou em 10 de setembro
Os funcionários da Caixa estão em greve nacional desde 10 de setembro, após rejeitarem a proposta anterior para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho.
De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT), mais de 90% das bases sindicais rejeitaram a oferta apresentada pelo banco. O Saúde Caixa era apontado pelas entidades como um dos principais pontos de discordância nas negociações.
Enquanto os empregados da Caixa decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, a categoria bancária já havia assinado a Convenção Coletiva de Trabalho com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
O acordo prevê reposição da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e aumento real de 0,6% por dois anos, além de medidas relacionadas à saúde mental, ao combate ao assédio e ao direito à desconexão.
Caso a nova proposta seja aprovada nas assembleias desta segunda-feira, a expectativa das entidades sindicais é que a greve seja encerrada e as medidas negociadas sejam implementadas.
Com informações do Bnews





