POLÍTICA

Prazo para Mendonça se manifestar sobre acusações de Moraes termina nesta segunda (21)

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deverá prestar esclarecimentos sobre sua atuação na condução de procedimentos relacionados ao caso do Banco Master e ao material extraído do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição financeira. A questão está inserida em uma disputa interna na Corte sobre o acesso aos dados da investigação.

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Entre os pontos questionados está a atuação de Mendonça na análise de informações obtidas pela Polícia Federal a partir do aparelho de Vorcaro. O ministro determinou que a PF aprofundasse a análise de um relatório produzido anteriormente, que reunia mensagens e outros dados relacionados a diferentes interlocutores do empresário. Especialistas ouvidos pela Folha de S.Paulo apontaram questionamentos sobre a forma como a apuração foi conduzida e sobre a necessidade de autorização do plenário em determinadas etapas.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também pediu esclarecimentos sobre um pedido feito pela Polícia Federal em março. A corporação havia solicitado autorização para acessar informações referentes a pagamentos feitos por Vorcaro a pessoas com prerrogativa de foro. Nos documentos tornados públicos, não ficou registrado de forma clara se Mendonça autorizou ou não o acesso solicitado.

O episódio ocorre em meio ao debate dentro do STF sobre o acesso integral ao conteúdo extraído do celular de Vorcaro. Ministros como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin defenderam que o colegiado tenha acesso ao material completo para analisar as informações relacionadas ao caso. Mendonça, por outro lado, afirmou que a abertura indiscriminada dos dados poderia tumultuar o julgamento e comprometer investigações em andamento.

A discussão deverá avançar no STF nos próximos dias, enquanto permanecem sob análise questões relacionadas ao sigilo, ao compartilhamento das informações e à condução das investigações envolvendo o Banco Master. O caso também passou a envolver questionamentos sobre a atuação de diferentes ministros e sobre os limites da atuação individual dos relatores em investigações que tramitam na Corte.

Com informações da Revista Fórum

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