O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) rebateu nesta terça-feira (22) as críticas de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o preço dos alimentos no Brasil. O senador vem utilizando vídeos gravados em supermercados como parte de sua estratégia de campanha, questionando o custo dos produtos durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em publicação nas redes sociais, Alckmin apresentou dados de inflação dos alimentos e comparou os índices registrados durante os governos de Jair Bolsonaro e Lula. Segundo os números apresentados pelo vice-presidente, a inflação média anual da alimentação no domicílio ficou em 13,2% entre 2020 e 2022, enquanto, entre 2023 e 2025, a média foi de aproximadamente 3% ao ano.
O levantamento considera dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período de 2020 a 2022, os alimentos consumidos em casa registraram altas de 18,1% em 2020, 8,2% em 2021 e 13,2% em 2022. Já entre 2023 e 2025, os índices foram de -0,5%, 8,2% e 1,4%, respectivamente.
A manifestação de Alckmin ocorreu depois de Flávio intensificar as aparições em supermercados para mostrar preços de produtos e criticar o custo de vida. O senador tem utilizado as imagens para questionar a política econômica do atual governo e associar a alta dos preços à gestão de Lula.
Ao apresentar os dados históricos de inflação, Alckmin deslocou o debate para a evolução dos preços ao longo dos dois períodos presidenciais. A discussão sobre alimentação deve continuar presente na campanha de 2026, especialmente diante do impacto do custo dos produtos no orçamento das famílias.
A comparação apresentada pelo vice-presidente se refere à inflação acumulada e às taxas anuais de variação dos preços, e não significa que todos os alimentos estejam atualmente mais baratos ou mais caros em relação ao período anterior. Os preços nas prateleiras também variam de acordo com produto, região e período analisado.
O embate ocorre em meio à disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro, com os dois grupos utilizando diferentes indicadores econômicos para sustentar seus argumentos sobre o custo de vida no país.
Com informações da Revista Fórum





