POLÍTICA

Como é o jatinho de Vorcaro usado por Flávio

Um jatinho executivo que transportou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em janeiro de 2025 também foi utilizado, meses depois, pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A aeronave é um Embraer Legacy 650, de prefixo PP-NLR, que estava submetido a um sistema de propriedade compartilhada e tinha ligação com empresas que contavam com Daniel Vorcaro entre os sócios.

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O modelo é um jato executivo de longo alcance, fabricado pela Embraer. A aeronave tem capacidade para até 13 passageiros, além de três tripulantes, e é equipada com dois motores Rolls-Royce AE 3007A2. O Legacy 650 pode atingir velocidade de cruzeiro próxima de 850 km/h e possui autonomia de aproximadamente 6.780 quilômetros.

Viagem de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro utilizou o avião em 19 de janeiro de 2025, em um voo entre Fort Lauderdale, na Flórida, e Brasília. Ele estava acompanhado da mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, das duas filhas e do advogado Willer Tomaz.

Naquele período, uma das cotas da aeronave estava vinculada à Prime You, empresa que teve Daniel Vorcaro como sócio entre 2021 e setembro de 2025. Outra participação estava relacionada a Willer Tomaz, enquanto uma terceira era ligada ao empresário Laércio Cosentino, fundador da TOTVS.

Tomaz afirmou que o voo de Flávio ocorreu como uma cortesia privada e que o senador e seus familiares viajaram como seus convidados. O advogado também declarou que tomou conhecimento posteriormente da participação de Vorcaro na estrutura relacionada ao avião.

Mesma aeronave foi usada por Moraes

Sete meses depois, em agosto de 2025, o mesmo Legacy 650 transportou Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes. Imagens divulgadas anteriormente mostraram o casal desembarcando da aeronave no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

A utilização do avião por Moraes passou a ser questionada publicamente depois da divulgação das imagens. O ministro afirmou que nunca viajou em aeronave de Daniel Vorcaro. Já informações sobre a estrutura societária indicam que a aeronave tinha participação de empresa que contava com Vorcaro entre seus sócios.

Flávio comentou o caso

Após a divulgação das informações sobre sua própria viagem, Flávio Bolsonaro afirmou nas redes sociais que, na época do voo, o avião estava ligado ao advogado Willer Tomaz. O senador também fez referência ao uso posterior da aeronave por Moraes.

O caso ganhou repercussão em meio às investigações envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master. A viagem de Flávio também ocorreu durante o período em que eram realizadas negociações relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro.

As informações sobre a aeronave dizem respeito à sua estrutura de propriedade e aos passageiros registrados em diferentes períodos. A utilização do avião, por si só, não estabelece irregularidade ou vínculo ilícito entre os passageiros e Daniel Vorcaro.

Com informações do DCM

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