POLÍTICA

Flávio Bolsonaro tinha nome em outra reserva para voar no jatinho de Vorcaro

A Polícia Federal encontrou uma nova reserva de voo que incluía o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sua mulher, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas do casal em um jatinho operado por uma empresa que tinha Daniel Vorcaro entre os sócios. A informação foi divulgada pela Revista Fórum nesta quinta-feira (24), com base em dados obtidos durante as investigações.

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O registro estava em um e-mail extraído do celular do advogado Willer Tomaz, que também aparecia entre os passageiros previstos. A mensagem, enviada pela Prime You em 13 de janeiro de 2024, confirmava uma viagem programada para o dia seguinte, com trajeto entre Brasília e São Paulo.

A aeronave indicada era um Embraer Legacy 650, de prefixo PP-NLR. O mesmo avião foi utilizado posteriormente por Flávio em uma viagem entre os Estados Unidos e Brasília, em janeiro de 2025, e meses depois transportou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa.

Viagem de 2024 não ocorreu como previsto

Apesar da existência da reserva, a Polícia Federal concluiu que o voo não aconteceu nas condições registradas no documento.

Segundo informações divulgadas a partir da investigação, registros migratórios indicam que Willer Tomaz retornou ao Brasil em 14 de janeiro de 2024, vindo da Cidade do Panamá, em outra aeronave. Flávio também teria retornado do Panamá, mas em voo comercial, na madrugada do dia seguinte.

Além disso, dados de monitoramento aéreo apontam que o Legacy 650 permaneceu em Brasília na data prevista para a viagem e só deixou a capital dois dias depois, com destino a Miami.

Dessa forma, a documentação encontrada pela PF comprova a existência da reserva, mas não que Flávio e seus familiares tenham efetivamente realizado aquele trajeto no avião.

Mesmo avião foi usado por Flávio em 2025

A descoberta ocorre um dia após a divulgação de outra informação sobre a relação de Flávio com a aeronave.

Em janeiro de 2025, o senador viajou com a mulher, as duas filhas e Willer Tomaz da Flórida, nos Estados Unidos, para Brasília a bordo do mesmo Legacy 650. Naquele período, uma das cotas da aeronave estava vinculada à Prime You, empresa que tinha Vorcaro como sócio.

A viagem ocorreu em meio às negociações relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro. Posteriormente, Flávio confirmou a viagem, mas afirmou que, naquela época, a aeronave estava vinculada a Willer Tomaz.

Relação com Vorcaro é investigada

As novas informações se somam a outros registros encontrados pela Polícia Federal sobre os contatos entre Flávio Bolsonaro, Willer Tomaz e Daniel Vorcaro.

Mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro mostram que Flávio tentou falar com Vorcaro em quatro dias consecutivos antes da prisão do empresário, em novembro de 2025. Os investigadores também encontraram registros de conversas e encontros entre os dois.

A existência das reservas e dos contatos, contudo, não demonstra por si só que Flávio tenha cometido alguma irregularidade. No caso específico da reserva de janeiro de 2024, a própria investigação aponta que o voo não ocorreu conforme o planejamento registrado no e-mail.

Com informações da Revista Fórum

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