O pastor Lucinho Barreto, apoiador do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), fez críticas a Nossa Senhora Aparecida durante um culto e questionou a história da imagem que se tornou símbolo da devoção católica no Brasil. A declaração ocorreu em meio à repercussão das falas de Flávio sobre a relação entre o país e o cristianismo.
Durante a pregação, Lucinho afirmou que pescadores teriam encontrado uma imagem coberta de lodo no rio Paraíba do Sul e questionou a forma como ela se tornou padroeira do Brasil. Em seguida, declarou: “O Brasil não pertence a essa senhora, o Brasil pertence ao Senhor Jesus Cristo.” A frase é semelhante à declaração já feita por Flávio Bolsonaro, que afirmou que, caso eleito, pretende “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.
Historicamente, a imagem foi encontrada em 1717 pelos pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso, no rio Paraíba do Sul, na região de Guaratinguetá, em São Paulo. Segundo o relato tradicional, primeiro foi encontrado o corpo da imagem e, posteriormente, sua cabeça. A devoção se expandiu ao longo dos séculos, até que Nossa Senhora Aparecida foi declarada Padroeira do Brasil pelo papa Pio XI, em 1929. A consagração oficial ocorreu em 1931.
Lucinho é copastor da Lagoinha Alphaville, em São Paulo, e declarou publicamente apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro. A fala ocorre poucos dias depois de uma polêmica envolvendo o candidato e Nossa Senhora Aparecida, após a circulação de informações falsas que associavam Flávio a uma proposta para retirar da santa o título de Padroeira do Brasil. Flávio negou essa intenção, e veículos de imprensa esclareceram que o projeto mencionado nas redes havia sido apresentado anos atrás por outro parlamentar e posteriormente arquivado.
O episódio recoloca a questão religiosa no centro do debate eleitoral de 2026, especialmente diante das declarações públicas de Flávio Bolsonaro e de integrantes de grupos religiosos que manifestam apoio à sua candidatura.
Com informações do DCM





