POLÍTICA

Revista alemã diz que Trumps são “bonzinhos” perto dos Bolsonaros

A revista alemã Der Stern publicou uma reportagem sobre a influência da família Bolsonaro na política brasileira e afirmou que os integrantes do clã Donald Trump parecem uma “família boazinha do subúrbio” quando comparados aos Bolsonaro. A publicação destacou a quantidade de integrantes da família brasileira envolvidos diretamente na disputa eleitoral de 2026.

Segundo a reportagem, 18 candidatos utilizam o sobrenome Bolsonaro nas eleições de 4 de outubro. Desse total, oito possuem parentesco direto com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre eles estão Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado, Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente. Outros dez candidatos utilizam o sobrenome, mas não pertencem à família.

A revista ouviu a socióloga Débora Messenberg Guimarães, da Universidade de Brasília (UnB), que classificou a quantidade de integrantes da mesma família disputando uma eleição como algo possivelmente sem paralelo entre dinastias políticas. A especialista também citou famílias conhecidas internacionalmente, como os Le Pen, na França, e os Bush, nos Estados Unidos.

A Der Stern também direcionou parte da análise a Flávio Bolsonaro. A publicação descreveu o senador como representante do establishment político e relacionou sua trajetória à influência do sobrenome Bolsonaro. O texto comparou ainda as trajetórias de Flávio e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), destacando as origens profissionais distintas dos dois principais nomes mencionados na disputa presidencial.

A reportagem alemã também mencionou Jair Bolsonaro, sua condenação por tentativa de golpe de Estado e o cumprimento de medidas determinadas pela Justiça. No caso de Flávio, a publicação citou investigações que envolvem o senador.

Michelle Bolsonaro também aparece na análise. A revista afirma que ela poderia ter maior espaço eleitoral, mas acabou ficando em segundo plano dentro da própria família. A reportagem atribui essa situação a uma postura que considera relacionada ao machismo existente no núcleo político dos Bolsonaro.

Ao tratar da presença da família Bolsonaro na política, a publicação alemã estabelece uma comparação com outras dinastias políticas internacionais e chama atenção para a concentração de candidaturas com o mesmo sobrenome na eleição brasileira de 2026.

Com informações do DCM

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