MUNDO

Mulher de 74 anos processa hospital após ter perna errada amputada durante cirurgia

Uma mulher de 74 anos entrou na Justiça contra um hospital de Ohio, nos Estados Unidos, após ter a perna errada amputada durante uma cirurgia. Segundo a ação judicial, Sharon Jacks deveria ter o membro direito retirado abaixo do joelho, mas a equipe médica amputou a perna esquerda.

A cirurgia aconteceu em setembro de 2025, no Selby General Hospital, em Marietta. Ela precisava amputar a parte inferior da perna direita como parte do tratamento contra um carcinoma de células escamosas, um tipo de câncer de pele.

Durante o procedimento, porém, os médicos retiraram a perna esquerda. Segundo a ação judicial apresentada pela paciente e pelo marido, o membro não deveria ter sido amputado e a mulher não havia autorizado a realização da cirurgia naquele lado.

Como consequência, Sheron precisou passar por uma nova amputação em janeiro de 2026, cerca de quatro meses depois do primeiro procedimento. A cirurgia aconteceu em um hospital diferente de Ohio, desta vez para retirar a perna direita.

Falhas antes da cirurgia

A família decidiu levar o caso à Justiça neste mês. O processo foi apresentado no Tribunal do Condado de Washington e cita nove réus, entre eles o hospital e profissionais que participaram do atendimento.

Um dos pontos destacados na ação é que o erro teria acontecido mesmo com a realização dos protocolos de segurança adotados antes de cirurgias. Conforme o documento, foram feitas duas pausas para checagem das informações do procedimento.

Durante as verificações, a equipe deveria confirmar, entre outros dados, qual cirurgia seria realizada e em qual membro. Ainda assim, segundo a denúncia, a operação avançou e a perna esquerda foi amputada.

A ação sustenta que Jacks havia dado consentimento apenas para a retirada da perna direita.

Após o caso vir à tona, o Selby General Hospital reconheceu que a amputação poderia ter sido evitada. Em declaração à emissora WBNS-TV, a instituição afirmou que os protocolos de segurança esperados para procedimentos cirúrgicos não foram cumpridos.

O hospital também informou que os profissionais apontados como responsáveis pelo erro foram responsabilizados e deixaram os cargos que ocupavam.

Paciente sofre consequências

No processo, Sharon Jacks relatou ter sofrido consequências físicas e emocionais após o episódio. Entre os danos apontados estão dores, incapacidade permanente, sofrimento emocional, perda da qualidade de vida e gastos relacionados ao tratamento.

A paciente e o marido acusam os réus de negligência grave, agressão e conduta imprudente. Eles pedem indenizações compensatórias e punitivas, mas o processo não estabelece um valor específico.

Com informações do Bnews

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo