Durante uma live com o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), realizada na noite de quinta-feira (1º), Pablo Marçal afirmou que poderá deixar o Brasil caso a direita não vença as eleições de 2026. A declaração ocorreu três dias antes do primeiro turno, marcado para domingo (4).
Marçal declarou que pretende apoiar Flávio Bolsonaro e afirmou que, em caso de derrota do campo político que defende, teria de sair do país acompanhado dos filhos e levar seu patrimônio para o exterior.
Na transmissão, o empresário também fez um apelo para que outros candidatos identificados com a direita desistam da disputa no primeiro turno e apoiem Flávio. Entre os nomes citados estavam Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante).
Ao falar diretamente com Caiado, Marçal sugeriu que o governador poderia ocupar o Ministério da Segurança Pública em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. Também pediu que Zema e Cury se juntassem à campanha do senador antes da votação.
A live ocorreu horas depois de Flávio Bolsonaro anunciar que não participaria do debate presidencial que seria realizado pela TV Globo. O encontro já contaria com a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O debate acabou cancelado após decisões judiciais alterarem as regras do programa. A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a manutenção de um púlpito vazio destinado a Lula e a realização de perguntas dirigidas ao candidato ausente. Posteriormente, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de Renan Santos, candidato pelo Missão.
Flávio afirmou que desistiu do debate em razão do que classificou como “censura imposta ao evento pelo TSE”. A Globo posteriormente cancelou a realização do programa após as mudanças determinadas pela Justiça.
Com informações do DCM





