O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que as suspeitas envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master seriam “o de menos” quando comparadas às punições aplicadas a pessoas condenadas pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A declaração foi feita em vídeo publicado em seu canal no YouTube na quarta-feira (30).
Ao comentar a situação de uma mulher que havia cumprido pena relacionada aos atos de 8 de janeiro, Eduardo criticou as condenações e afirmou que os efeitos das prisões sobre as famílias seriam mais graves, na avaliação dele, do que as suspeitas financeiras relacionadas ao caso Vorcaro.
“Eu acho que, comparado a isso, até a corrupção ou as orgias do Vorcaro, isso é o de menos, gente, R$ 200 milhões é o de menos”, declarou o ex-deputado no vídeo.
Eduardo também afirmou que pessoas presas em decorrência dos atos de 8 de janeiro não deveriam ter sido detidas. Na sequência, mencionou movimentos como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) ao fazer comparações sobre manifestações e crimes atribuídos a grupos políticos.
O caso citado por Eduardo envolve Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que é alvo de investigações relacionadas a suspeitas de irregularidades financeiras. As apurações ainda estão em andamento, e suspeitas investigadas não equivalem a uma condenação.
A declaração ocorre em meio às investigações que também alcançam Flávio Bolsonaro (PL), irmão de Eduardo e candidato à Presidência. Segundo as reportagens consultadas, Flávio é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) no contexto do caso envolvendo o antigo Banco Master.
O episódio também se relaciona ao debate político sobre uma eventual anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro, medida defendida por Flávio Bolsonaro.
Com informações do Bnews





