O candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, afirmou neste domingo (4) que não apoiará Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026. Após o resultado do primeiro turno, Renan classificou os dois adversários como “bandidos” e afirmou considerar que a disputa presidencial já está encaminhada para o candidato do PL.
Durante uma transmissão pelas redes sociais, Renan declarou que não pretende recomendar voto em nenhum dos dois candidatos. “Eu já avisei que não voto em bandido, não recomendo que ninguém vote em bandido. Flávio é bandido, Lula é bandido”, afirmou. Na sequência, disse que os eleitores do Missão poderiam escolher livremente no segundo turno.
Apesar de não declarar apoio a Flávio, Renan avaliou que o senador do PL deverá vencer a segunda etapa da eleição. “A eleição já é do Flávio Bolsonaro”, afirmou. A declaração foi feita após Flávio terminar o primeiro turno à frente de Lula, com os dois candidatos classificados para a disputa final.
Renan também fez uma avaliação negativa do desempenho de sua própria candidatura. Ele terminou o primeiro turno na quarta colocação e reconheceu que o resultado ficou muito abaixo das expectativas que havia estabelecido para o projeto político do Missão. Segundo dados divulgados após a apuração, o candidato recebeu cerca de 2,6 milhões de votos, pouco mais de 2% dos votos válidos.
O candidato também criticou o desempenho do partido nas eleições legislativas e afirmou que a legenda enfrentará dificuldades para atingir a cláusula de barreira. Renan disse que o resultado foi “muito ruim” para o projeto que vinha sendo construído pelo Missão.
As críticas de Renan a Flávio, porém, não começaram após o primeiro turno. Durante a campanha, o candidato do Missão já havia atacado o senador do PL e afirmado que não o apoiaria em um eventual segundo turno. Em sabatina realizada em setembro, chegou a chamá-lo de “ladrão” e rejeitou a possibilidade de apoiar sua candidatura.
Com Lula e Flávio classificados para o segundo turno, Renan decidiu não fazer campanha por nenhum dos dois e liberou seus eleitores para escolherem como votar. Ao mesmo tempo, sua avaliação de que Flávio já seria favorito representa uma posição pessoal sobre o cenário eleitoral, e não uma definição do resultado das urnas.
Com informações do Bnews





