A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026 coloca o petista diante de um desafio semelhante ao enfrentado por Fernando Haddad (PT) contra Jair Bolsonaro (PL) em 2018. Naquele ano, Haddad conseguiu reduzir parte da vantagem do adversário entre o primeiro e o segundo turno, mas não foi suficiente para alterar o resultado final.
Em 2018, Bolsonaro terminou o primeiro turno com 46,03% dos votos válidos, enquanto Haddad alcançou 29,28%. Na segunda etapa, o candidato do PT avançou para 44,87%, enquanto Bolsonaro chegou a 55,13%. A diferença entre os dois caiu de aproximadamente 16,7 pontos percentuais para pouco mais de 10 pontos.
O cenário de 2026 é diferente. Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença foi de 1,87 ponto percentual, a menor já registrada entre os dois primeiros colocados em um primeiro turno presidencial desde a redemocratização.
Com a vantagem inicial reduzida, Lula terá pela frente a tarefa de buscar os votos dos candidatos que ficaram fora do segundo turno. Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) somaram milhões de votos, que agora passam a ser disputados pelas duas campanhas.
A eleição também marca uma situação inédita para Lula desde 1998: pela primeira vez em 28 anos, o petista terminou um primeiro turno presidencial atrás de seu principal adversário. Em 1998, Lula foi derrotado por Fernando Henrique Cardoso, que venceu a eleição ainda no primeiro turno.
Na comparação com 2018, portanto, a distância que separa os dois candidatos em 2026 é significativamente menor. Lula precisará conquistar votos além de sua base eleitoral para ultrapassar Flávio, enquanto o candidato do PL tentará preservar a vantagem obtida no primeiro turno.
O segundo turno está marcado para 25 de outubro. A votação definirá quem comandará a Presidência da República a partir de 2027.
Com informações da Revista Fórum





