O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, voltou ao centro das discussões sobre o caso Banco Master após a divulgação de informações sobre suas relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e os desdobramentos das investigações. Reportagem da Revista Fórum aborda os vínculos políticos relacionados ao escândalo financeiro e os questionamentos sobre a atuação de aliados do senador.
Documentos analisados pela Polícia Federal indicam que Flávio atuou diretamente nas negociações de recursos para o filme Dark Horse, produção sobre a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo relatório policial, o senador manteve conversas com Vorcaro, participou de reuniões e cobrou pagamentos relacionados ao financiamento do longa. Flávio é investigado nesse contexto, mas as suspeitas ainda precisam ser analisadas pelas autoridades competentes.
O caso também envolve outros nomes da política nacional. Reportagem da Folha de S.Paulo publicada nesta sexta-feira (9) apontou que mensagens extraídas do celular de Vorcaro indicam relações comerciais com pessoas ligadas aos senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Jaques Wagner (PT-BA). A filha de Otto, Isadora Alencar, negociou um investimento do banco na startup Ecoari, enquanto o empresário Guilherme “Guiga” Sodré, apontado como próximo de Wagner, manteve contatos e tratativas comerciais com o ex-banqueiro.
Os envolvidos negam irregularidades. Isadora afirmou que os recursos recebidos pela empresa decorreram de um empréstimo regular. Jaques Wagner negou envolvimento em eventuais vantagens econômicas relacionadas ao Banco Master e afirmou desconhecer o contexto de determinadas mensagens. Otto Alencar também negou ter se encontrado com Vorcaro.
O caso ganhou dimensão política após a divulgação de documentos da investigação, que ampliaram o debate sobre as relações entre Vorcaro, empresários e integrantes de diferentes partidos. O escândalo também alcançou o período eleitoral: levantamento da Folha identificou políticos ligados ao caso que disputaram cargos nas eleições de 2026, entre eles Flávio Bolsonaro, que avançou para o segundo turno presidencial.
A investigação sobre o Banco Master apura suspeitas de irregularidades financeiras e busca esclarecer a natureza das relações comerciais e políticas mantidas pelo ex-banqueiro. Até que haja conclusões oficiais, os contatos identificados nos documentos não constituem, por si só, prova de participação em crimes.
O caso segue sob apuração, com novos documentos e mensagens trazendo informações sobre as conexões de Vorcaro. A análise das autoridades deverá esclarecer quais operações foram regulares e se houve irregularidades ou favorecimentos envolvendo agentes públicos e privados.
Com informações da Revista Fórum





