BAHIA

Influenciador Júnior Caldeirão relata golpe de assessor e diz ter dívida superior a R$ 600 mil

O influenciador digital Júnior Caldeirão afirmou nas redes sociais que foi vítima de um golpe financeiro cometido por um assessor que trabalhava com ele e que também era seu amigo desde a adolescência. Segundo o criador de conteúdo, a situação resultou em uma dívida superior a R$ 600 mil junto a uma instituição bancária.

Em vídeo publicado na quarta-feira (4), o influenciador relatou que decidiu tornar o caso público após descobrir movimentações financeiras sem autorização realizadas pelo funcionário, responsável pela organização e pagamento das despesas da empresa.

“Fui roubado e estou devendo mais de 600 mil reais ao banco. Eu não queria estar vindo aqui falar sobre isso. Só de falar eu já fico mal”, declarou.

Júnior Caldeirão afirmou que conhecia o assessor desde os 15 anos e que chegou a ajudá-lo financeiramente ao longo do tempo. Segundo ele, por conta da relação de confiança, decidiu colocá-lo para atuar na área financeira do negócio.

De acordo com o relato, a função do funcionário era registrar e organizar pagamentos da empresa, que movimentava valores frequentes em razão das atividades comerciais e de ações de doação promovidas pelo influenciador.

As suspeitas surgiram após a contabilidade identificar inconsistências entre os valores debitados das contas e as planilhas de controle financeiro. “Minha contadora e o jurídico viram que não batia. Como ele trabalhava em uma área muito delicada, que envolve dinheiro, toda a equipe acabou sabendo”, afirmou.

Após análise de documentos, as irregularidades teriam sido confirmadas. Segundo o influenciador, parte das despesas foi realizada por meio do cartão de crédito da empresa, que estaria sem limite estabelecido. O cartão teria registrado cerca de R$ 190 mil em utilização.

Entre as compras apontadas estariam aparelhos celulares de alto valor. “Tinha compras de iPhone 16, sendo que eu nem tinha iPhone 16”, disse.

O influenciador também relatou que parte das movimentações pode ter ocorrido por transferências para a conta do funcionário, especialmente em situações em que sua conta bancária sofria bloqueios temporários para movimentações. A identidade do assessor não foi divulgada.

Júnior Caldeirão informou que pretende publicar novos detalhes sobre o caso em outro vídeo. Até a última atualização, não houve confirmação sobre registro de boletim de ocorrência ou abertura de processo judicial relacionado ao episódio.

Com informações do G1 Bahia

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