BAHIA

Vítima relata ameaças, cárcere e extorsão após sequestro em shopping de Salvador

Uma das vítimas do sequestro ocorrido no estacionamento do Salvador Shopping, em Salvador, detalhou como ela, a irmã e a mãe foram mantidas em cativeiro por cerca de 12 horas após serem abordadas no local, no último domingo (15).

Em entrevista à TV Bahia, a mulher contou que tentou fugir no momento da abordagem, mas foi impedida após um dos suspeitos ameaçar atirar na cabeça de sua irmã. Segundo o relato, as três foram obrigadas a entrar no próprio carro, um veículo de luxo, sendo levadas pelos criminosos.

O grupo seguiu até o bairro de Plataforma, no subúrbio da capital, onde as vítimas foram mantidas em uma casa abandonada, sem condições básicas de estrutura, como energia elétrica, água e banheiro. No local, elas foram coagidas a realizar diversas transferências bancárias.

De acordo com a vítima, cerca de seis homens participaram da ação criminosa. Os suspeitos utilizaram ameaças psicológicas constantes para forçar as transferências e chegaram a exigir nomes de familiares para solicitar possíveis resgates.

O desaparecimento das três foi percebido por um familiar, que estranhou a falta de contato ao tentar falar com elas por telefone. O caso mobilizou as autoridades após o alerta.

A Polícia Civil localizou as vítimas após rastrear uma transferência bancária feita para a conta de Emile Quessia Oliveira, apontada como uma das organizadoras do crime. Ela foi presa em flagrante na segunda-feira (16), suspeita de extorsão mediante restrição da liberdade.

Segundo a polícia, ao ser interrogada, a mulher indicou o local onde as vítimas estavam. Equipes foram até o imóvel e encontraram as três familiares no cativeiro.

As investigações apontam que Emile integra o núcleo financeiro de um grupo criminoso. O marido dela, Pedro Vitor, está preso na Penitenciária Lemos de Brito e é investigado por crimes como tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, roubo e homicídio.

A suspeita é de que o sequestro tenha sido articulado de dentro da unidade prisional, com ordens repassadas para os envolvidos. A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar e localizar os demais suspeitos.

Com informações do G1 Bahia

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