A Diocese de Ruy Barbosa informou que o processo de beatificação da agricultora baiana Maria Milza Santos Fonseca entrou na fase de coleta de testemunhos e documentos para o inquérito diocesano da causa de canonização.
A Igreja Católica solicitou que fiéis, devotos e pessoas que possuam materiais relacionados à vida da religiosa enviem documentos, fotografias, cartas, recortes de jornais e relatos sobre possíveis graças alcançadas por intermédio de Maria Milza.
O pedido foi feito por meio de decreto divulgado pela Diocese em 2025 e reforçado novamente nas redes sociais nesta semana. Segundo a instituição, também podem ser encaminhados testemunhos escritos, filmados ou gravados.
Conhecida popularmente como “Mãezinha”, Maria Milza teve o processo de beatificação autorizado pelo Vaticano e passou a receber oficialmente o título de Serva de Deus, primeira etapa rumo a uma possível canonização.
Os materiais podem ser entregues na secretaria do Santuário Diocesano da Caridade Nossa Senhora das Graças, localizado no povoado de Alagoas, em Itaberaba. O envio também pode ser realizado pelos canais oficiais da Diocese de Ruy Barbosa, do santuário e pelo e-mail da causa.
De acordo com a Igreja Católica, os documentos e testemunhos serão utilizados no inquérito conduzido conforme as normas do Dicastério para as Causas dos Santos, órgão responsável pelos processos de beatificação e canonização.
A primeira etapa do processo foi iniciada oficialmente em 15 de agosto de 2025, no Santuário Diocesano da Caridade Nossa Senhora das Graças. Nesta fase, são reunidas evidências sobre a vida, as virtudes e a fama de santidade de Maria Milza.
Após a conclusão da coleta de documentos e das oitivas realizadas pelo Tribunal da Causa, o postulador responsável elaborará um relatório que será encaminhado ao Vaticano para análise do Dicastério das Causas dos Santos.
Segundo a Diocese, não há prazo definido para o envio do material ao Vaticano, mas a instituição informou que o andamento das análises depende da conclusão da fase documental e testemunhal.
Nascida em 15 de agosto de 1923, na comunidade de Alagoas, em Itaberaba, Maria Milza Santos Fonseca era filha de agricultores e a caçula de 12 irmãos. Ela ficou conhecida pela dedicação à oração, à solidariedade e ao auxílio a pessoas em situação de vulnerabilidade.
Mesmo com poucos recursos, trabalhava na casa de farinha da família e distribuía alimentos como beiju e farinha de mandioca para moradores da região. Também visitava doentes, levava medicamentos e prestava apoio espiritual.
Além das ações de caridade, Maria Milza alfabetizava crianças da comunidade utilizando cartilhas católicas e ensinava leitura, escrita e valores religiosos. Sua residência se tornou um ponto de referência para fiéis em busca de orientação e ajuda.
Ela morreu em 17 de dezembro de 1993. O túmulo da religiosa, localizado na capela de Santo Antônio, na comunidade de Alagoas, passou a receber visitas frequentes de peregrinos e devotos.
Há registros também de encontros entre Maria Milza e Irmã Dulce. Em uma das imagens registradas entre os dias 19 e 21 de setembro de 1990, Maria Milza aparece visitando a religiosa baiana quando ela já estava doente e acamada.
Com informações do G1 Bahia





