A Páscoa está chegando e a agricultura familiar da Bahia está pronta para a época mais doce do ano com a produção de chocolates de qualidade. A expectativa é aumentar as vendas em até 20%, com relação ao ano passado. São ovos de Páscoa, chocolates e bombons produzidos por agricultores e agricultoras familiares do Litoral do Sul do Estado.

Segundo dados da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau, o estado da Bahia é o maior produtor de cacau do país e a região Sul do estado é a mais tradicional, com 80% da produção no sistema cabruca – em que o cultivo do cacau é realizado em meio à Mata Atlântica.

No município de Ibicaraí, a Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba), que traz a marca Bahia Cacau, está com sua fábrica a pleno vapor. De acordo com o presidente da Coopfesba, Osaná Crisóstomo, por lá, a expectativa é de aumento da produção. “Esse ano, pós-pandemia, promete ter um consumo maior e o chocolate é especial nesse período. No ano passado, produzimos 14 mil quilos de chocolate. Para esse ano pretendemos produzir 17 mil. Estamos trabalhando para ofertar aos nossos consumidores, o melhor chocolate da Bahia”.

A Bahia Cacau, primeira fábrica de chocolate da agricultura familiar do Brasil, está produzindo Ovos de Páscoa de 200 gramas e 250 gramas, com opções de 50% cacau e 70% cacau, com venda exclusiva na loja de Ibicaraí e no stand de vendas do Shopping Jequitibá, em Itabuna. A cooperativa comercializa também barras de chocolate nos percentuais de 35%, 50%, 60%, 70% e 75% e os bombons de chocolate com frutas típicas da Bahia, como jaca, cupuaçu, banana, goiaba, umbu, café, licuri, nibs e cacau em pó e as amêndoas de cacau caramelizadas.

Já a Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia (Coopessba), com a marca Natucoa, localizada em Ilhéus, aposta na produção de chocolates veganos, com barras de chocolate 56%, 70%, 80% e 100%, além das barras com frutas desidratadas como banana, abacaxi, cupuaçu e jaca. A cooperativa possui lojas em Ilhéus e Itacaré.

Para a presidente da Coopessba, Carine Assunção, a Páscoa é sempre uma época de muita expectativa para quem produz chocolate. “Como hoje temos uma linha natural, sem leite e sem aromatizante, temos um público direcionado e, além do chocolate em si, há a busca dele para a produção de ovos de Páscoa para crianças, por exemplo. A estimativa é de aumentar em 20% as vendas. Mas sou otimista e podemos chegar até a 30%”.

Produzidos com responsabilidade ambiental e social, os chocolates da agricultura familiar baiana também estão disponíveis em estabelecimentos comerciais de todo estado. Em Salvador, essas delícias que prometem uma Páscoa com sabor diferenciado e mais saudável podem ser encontradas no Empório da Agricultura Familiar, localizado no Mercado do Rio Vermelho, ou pelo site Mercaf (mercaf.com.br).

Investimentos

Essa projeção se dá por conta do avanço na cacauicultura com os investimentos do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), que já destinou mais de R$ 38,3 milhões para o sistema produtivo do cacau, via projeto Bahia Produtiva, beneficiando diretamente 34 organizações produtivas da agricultura familiar, desde a base de produção até o acesso a mercados locais, nacionais e até internacionais.

Os agricultores e as agricultoras familiares filiados à Coopfesba e Coopessba contam com a melhoria de suas plantações, a partir do apoio do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

Entre as ações estão a entrega de mudas, estufas, cochos, máquinas e equipamentos agrícolas, cursos de capacitação, além do serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), para a produção de uma amêndoa qualificada. Para isso, as cooperativas contam ainda com máquinas, equipamentos e a construção/requalificação/ampliação de unidades de beneficiamento, para receber a matéria-prima e transformá-las em chocolate e outros derivados. O resultado é a garantia do escoamento da produção e, consequentemente, aumento da renda das famílias agricultoras.

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