O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (7) o deslocamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames médicos. A decisão foi tomada um dia após a negativa inicial do pedido apresentado pela defesa.
A autorização prevê a realização de exames neurológicos, após relatos de queda, tontura e suspeita de traumatismo craniano leve. Bolsonaro está detido na Superintendência da Polícia Federal, onde recebe acompanhamento médico em tempo integral desde novembro do ano passado, realizado por equipe da própria corporação.
Segundo informações repassadas pela Polícia Federal, o atendimento foi acionado após Bolsonaro relatar que caiu da cama durante a madrugada. Ele apresentou tontura, soluços intensos e pequenas lesões no rosto e em um dos pés. A avaliação inicial apontou que o ex-presidente estava consciente, orientado e estável, sem sinais imediatos de déficit neurológico, mas considerou o histórico recente de cirurgias, o uso de medicamentos de ação no sistema nervoso central e de anticoagulantes.
Diante do quadro, a defesa apresentou um laudo de médico particular indicando a necessidade de exames complementares, como tomografia e ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma. Com base nessas informações, o ministro Alexandre de Moraes autorizou o deslocamento para a unidade hospitalar.
Na decisão, Moraes determinou que o transporte, a vigilância e o retorno do custodiado fiquem sob responsabilidade da Polícia Federal. O ministro também estabeleceu que a escolta seja discreta, com acesso restrito pelas garagens do hospital, além da manutenção de vigilância permanente durante a realização dos exames e comunicação prévia à direção da unidade de saúde.
Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, além do pagamento de multa, por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado.
Com informações do Forum





